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Representantes de donos de lotéricas iniciaram protesto, em Curitiba, na Praça Carlos Gomes e seguiram até a Rua Conselheiro Laurindo durante a manhã | Sinlopar / Divulgação
Representantes de donos de lotéricas iniciaram protesto, em Curitiba, na Praça Carlos Gomes e seguiram até a Rua Conselheiro Laurindo durante a manhã| Foto: Sinlopar / Divulgação

Representantes de donos de lotéricas do Paraná protestaram nesta segunda-feira (26), no Centro de Curitiba, por reajustes nos valores repassados pela Caixa Econômica Federal (CEF) a eles. A manifestação ocorreu em forma de passeata, com concentração, às 9h30, na Praça Carlos Gomes e términou na Rua Conselheiro Laurindo, ao meio-dia, onde fica o Teatro da Caixa. Nenhum atendimento nas lotéricas foi prejudicado, segundo o sindicato da categoria, que faz a manifestação nesta segunda, dia 26 de maio, porque hoje é comemorado o Dia do Empresário Lotérico.

"Mas não temos nada o que comemorar", defende o presidente do Sindicato dos Empresários Lotéricos do Paraná (Sinlopar), Aldemar Mascarenhas. O líder sindical diz que a categoria se sente abandonada pela CEF porque, segundo ele, os reajustes dos últimos dez anos não foram suficientes para compensar a melhora na condição econômica do país. "Temos repassado a nós, pela Caixa, em média, 37 centavos para receber cada conta. Há dez anos, usávamos o valor arrecadado por 1,2 mil contas para pagar um funcionário. Hoje, precisamos do valor de 2.405 contas para remunerar o mesmo funcionário."

Mascarenhas elege como prioridade a revisão no valor dos repasses mesmo quando questionado sobre o aspecto da segurança nas lotéricas. Ele diz que a demanda por segurança é uma bandeira histórica da categoria, mas que a Caixa delega essa responsabilidade aos empresários. "Mas como vamos nos preocupar com segurança se o movimento mal dá para cobrir os custos? Infelizmente, nós chegamos a um limite, não podemos fazer mais nada. O que está acontecendo é que já passou da hora de a Caixa nos remunerar decentemente. Como se diz na minha terra [Londrina], estamos de ‘tanga, tamanco e chapéu de gazeta’", ironiza.

Nas duas sedes da Caixa, na Praça Carlos Gomes e na Rua Conselheiro Laurindo, os manifestantes foram recebidos por representantes da instituição. Os superintendentes, segundo Mascarenhas, disseram estar em reuniões. "Nós entregamos os ofícios a eles, assim como fizemos em todas as superintendências da Caixa no estado", relatou o dirigente sindical.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal às 9h05 e aguarda retorno com o posicionamento da entidade sobre a manifestação dos empresários lotéricos.

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