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O dólar subiu pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira, acumulando alta de mais de 2%, com a atuação de investidores estrangeiros num cenário externo menos favorável.

A moeda norte-americana avançou 0,93 por cento nesta sessão, a 1,946 real. Desde o fechamento a 1,902 real na sexta-feira, o mais baixo desde outubro de 2000, a moeda subiu 2,3 por cento.

"Está juntando o mercado lá fora, meio esquisito, o Standard & Poor's 500 caindo, o rendimento dos Treasuries subindo e os estrangeiros comprando", relatou o gerente de câmbio de um banco nacional, que pediu para não ser identificado.

Outro gerente de câmbio de uma corretora nacional, que também pediu anonimato, acrescentou que os investidores estrangeiros estão reduzindo posições vendidas em dólar.

As bolsas de valores norte-americanas caíam depois que dados fortes do setor de serviços e comentários do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, sobre riscos inflacionários reduziram as expectativas de um corte do juro em 2007.

Sem a perspectiva de queda do juro dos Estados Unidos, a atratividade de países emergentes diminui.

"Os principais participantes do mercado estão colocando que a possibilidade de queda do juro dos EUA este ano é praticamente zero", comentou Daniel Szikszay, gerente de câmbio do Banco Schahin.

China e Copom

Para Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do banco Paulista, outro fator que pode ter levado alguns investidores estrangeiros a ajustar posições é a preocupação com a China.

Há algumas semanas, o ex-chairman do Fed Alan Greenspan alertou para o superaquecimento do mercado chinês, e uma decisão do governo local de aumentar a taxação sobre operações com ações fez a bolsa de Xangai cair.

Rodrigues afirmou que alguns investidores migraram na semana passada do mercado chinês para outros emergentes, mas agora estão optando por tirar parte de seus recursos também desses países para cobrir possíveis perdas na China.

Outro foco de atenção é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que anuncia a decisão sobre o juro básico brasileiro na quarta-feira.

A expectativa de analistas é de que o Copom corte a Selic em 0,50 ponto percentual.

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