Os funcionários da Copel organizam uma nova paralisação para a manhã desta quinta-feira (29) em frente à sede da empresa, localizada no bairro Batel, em Curitiba. Durante a interrupção dos trabalhos, os funcionários realizam uma assembleia da categoria para discutir se aceitam ou não uma contraproposta da empresa que teria sido apresentada no fim da tarde desta quarta-feira (28). Não foi possível apurar quais os termos da nova oferta de reajuste da Copel aos trabalhadores.
Durante o encontro, ocorrido na sede do Ministério do Trabalho em Curitiba, a Copel teria apresentado a proposta aos representantes do Sindicato dos Eletricitários de Curitiba (Sindenel), segundo Carlos Koseki, diretor do Sindicato. Conforme Koseki, ficou acertado que a rua Coronel Dulcídio, em frente à sede da empresa, será fechada para os funcionários realizarem a assembleia.
Ainda conforme o diretor, se os funcionários aceitarem a contraproposta, a paralisação será cancelada. Em caso negativo, eles devem parar durante a quinta e a sexta-feira (30). Procurada pela reportagem, a assessoria da Copel informou que nenhum responsável pela empresa foi encontrado para confirmar as informações.
A paralisação prevista para esta quinta já havia sido acertada em outra assembleia dos funcionários ocorrida no último dia 09. A primeira parada, que durou 24 horas, ocorreu na última quinta-feira (22) e terminou em confusão entre a Polícia Militar e os manifestantes justamente pela interdição da rua.
Negociação
O Sindenel reprova a primeira intenção da Copel de reajustar os salários dos funcionários apenas com as perdas da inflação (5,58%). A proposta do Sindicato é de reajuste de 8,5%, que representa as perdas mais 3% de reivindicação. Além do reajuste, a pauta de reivindicações dos servidores possui outros 17 itens. Durante a paralisação, haverá o respeito à legislação de manter 30% dos funcionários na ativa.



