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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu ao Congresso, nesta terça-feira (1º), que tenha “prudência”, responsabilidade e equilíbrio na análise de projetos considerados prioritários pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o esforço concentrado desta semana. Entre as propostas que preocupam o setor estão o fim da escala 6x1 e a isenção da “taxa das blusinhas”, que serão utilizadas pelo petista como bandeiras de campanha de sua tentativa à reeleição em outubro.
As duas pautas têm previsão de votação nesta terça-feira (1º) e quarta-feira (2), em meio à mobilização do Congresso. Para a CNI, a pressão por uma aprovação acelerada em período eleitoral pode gerar consequências negativas para empresas, trabalhadores e consumidores.
“É fundamental que os deputados e senadores levem em conta os diversos alertas que setores econômicos têm reiteradamente feito quanto aos impactos negativos dessas propostas. A tramitação acelerada e a pressão para votação dessas pautas em período eleitoral só trazem prejuízos ao Brasil e aos brasileiros”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI.
Um estudo divulgado pela entidade nesta segunda-feira (31) estima que o Brasil poderá levar até 30 anos para compensar o déficit de produtividade provocado por uma eventual redução da jornada associada à mudança da escala 6x1. A avaliação considera uma redução das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários.
“Estamos falando de mais três décadas de atraso que vão se somar ao déficit histórico que já enfrentamos. Não existe país que sustente sua competitividade sem produtividade”, disse Alban ao defender que o impacto sobre a capacidade de produção seja considerado pelos parlamentares.
Segundo outra projeção apresentada pela CNI, a redução da jornada sem corte salarial poderia elevar em até R$ 267 bilhões por ano os custos das empresas com mão de obra. A entidade calcula que o aumento de despesas poderia chegar ao consumidor e provocar uma alta média superior a 6% nos preços, pressionando ainda mais o custo de vida.
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A CNI também alerta para os efeitos do possível fim do imposto de importação para compras estrangeiras até US$ 50. De acordo com levantamento da entidade, zerar a cobrança pode colocar 109 mil empregos em risco e aumentar a pressão sobre empresas brasileiras.
Para a confederação, a mudança ocorre em um momento de dificuldades adicionais para a indústria nacional, que já enfrenta os efeitos do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A entidade sustenta que a discussão sobre a tributação das compras internacionais precisa considerar a diferença de condições entre empresas brasileiras e concorrentes estrangeiros.
“Os setores produtivos precisam ser ouvidos. Nós queremos contribuir e temos apresentado alternativas. Há caminhos, há saídas mais adequadas e menos prejudiciais à economia do que as propostas que estão sendo colocadas em votação às pressas, por força de interesses político eleitorais”, concluiu Alban.








