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Crise Financeira

Plano de ajuda financeira enfrenta impasse nos EUA

  • PorG1/Globo.com
  • 25/09/2008 16:58
Entenda a crise, suas conseqüências e as previsões para o futuro do mercado financeiro |
Entenda a crise, suas conseqüências e as previsões para o futuro do mercado financeiro| Foto:
  • Para Barack Obama são necessárias novas reuniões para que se chegue a um consenso final sobre o pacote econômico

Após o anúncio de um acordo preliminar entre os partidos democrata e republicano durante a tarde desta quinta-feira (25), o plano de socorro de US$ 700 bilhões do governo americano para o setor financeiro enfrenta um impasse. Uma reunião realizada no fim da tarde na Casa Branca que contou com a presença do presidente George W. Bush, dos pré-candidatos Barack Obama e John McCain e de líderes dos dois principais partidos não conseguiu obter um consenso sobre o pacote econômico. Os líderes dos partidos se mantêm reunidos com os principais especialistas econômicos do governo, na esperança de alcançar um acordo antes do recesso parlamentar americano. A interrupção deveria começar na sexta-feira (26), mas poderá ser adiada devido às negociações.

Falta de consenso

O candidato democrata à Casa Branca, senador democrata Barack Obama, afirmou na noite desta quinta-feira (25) que o acordo sobre o pacote de US$ 700 bilhões para ajudar os bancos em dificuldades financeiras virá "eventualmente", mas que são necessárias novas reuniões para que se chegue a um consenso final. De acordo com ele, ainda são necessárias discussões entre o presidente George W. Bush e seus aliados republicanos - incluindo John McCain, o candidato do partido - para que eles definam "o que eles querem exatamente". McCain, Bush e Obama participaram no fim da tarde desta quinta-feira de uma reunião sobre o plano de ajuda aos mercados, ao lado de líderes dos dois partidos no Congresso, que haviam anunciado mais cedo um acordo em relação às "linhas gerais" do tema. Segundo ele, do ponto de vista democrata, o programa de ajuda não pode ser um "socorro aos CEOs" (executivos de bancos), mas sim ter o objetivo de evitar problemas sérios para o contribuinte americano, incluindo a desvalorização dos planos de aposentadoria.

Visão de Bush

No fim da tarde, o presidente George W. Bush disse que tinha a expectativa de chegar "muito rapidamente" a um acordo com os parlamentares sobre o plano de resgate do sistema bancário, cujo custo é estimado em US$ 700 bilhões. "Minha esperança é que possamos chegar a um acordo muito em breve", declarou Bush durante uma reunião com membros do Congresso da qual também participaram os candidatos à eleição presidencial de 4 de novembro, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain. Os líderes da Casa Branca e do Congresso dos EUA prometeram após a reunião que vão continuar trabalhando juntos para finalizar o plano, afirmou a porta-voz da Casa Branca Dana Perino. "Existe um claro senso de urgência e concordância sobre a necessidade de estabilizar os mercados financeiros e evitar que uma massiva crise financeira afete todos na América", disse Perino.

Pacote

Segundo notícias divulgadas por agências de notícias, o pacote incluiria algumas exigências dos deputados, como a limitação da concessão de bônus a executivos dos bancos ajudados pelo dinheiro oficial e também a liberação da ajuda em parcelas, sendo a primeira delas de US$ 250 bilhões. Nesta quinta-feira, o otimismo geral sobre um acordo foi suficiente para alavancar uma baixa do dólar, que fechou com baixa de 1,62%, e uma alta de 3,98% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As bolsas européias e norte-americanas também tiveram um dia positivo.

Acordo

Nesta tarde, o senador democrata Chris Dodd, ao lado de legisladores republicanos, havia anunciado que os congressistas dos dois principais partidos dos EUA chegaram a um acordo básico sobre as diretrizes do plano. Segundo o senador republicano Barney Frank o congresso estava "a caminho" da aprovação do pacote.

Dodd declarou que, depois de três horas de discussão, os negociadores dos dois partidos resolveram submeter o texto de seu acordo aos responsáveis do departamento do Tesouro. Na seqüencia, eles se encontraram com o secretário do Tesouro, Henry Paulson, para detalhar as medidas. O candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, também disse que as lideranças partidárias no Congresso "fizeram progressos" na negociação do pacote de resgate financeiro e "parecem estar perto de um acordo". Tanto Obama quanto o candidato republicano John McCain fizeram um manifesto em favor da aprovação do pacote na quarta-feira.

Casa Branca

Nesta quinta, a Casa Branca já havia afirmado que "progresso significativo" foi feito na negociação da liberação. "Eu acho que fizemos progresso significativo, nós temos uma fórmula que tentamos seguir", disse Dana Perino, porta-voz do governo americano. "E eu espero que nós consigamos fazer isso rápido." A movimentação vem depois do discurso na televisão do presidente George W. Bush. Ele disse que a aprovação rápida do pacote é necessária, pois a crise afeta a economia norte-americana como um todo, podendo ter efeito direto na oferta de crédito e na segurança de emprego dos trabalhadores.

Discurso de Bush

Na TV, Bush fez um apelo para que o Congresso aprove o plano de resgate da economia. Ele afirmou que o problema é grave e que, caso o plano de ajuda de US$ 700 bilhões não seja aprovado, a economia real - incluindo os empregos dos cidadãos americanos - podem ser postos em perigo. George W. Bush se esforçou para mostrar que a ajuda não se destina a Wall Street, mas sim a proteger a economia e o contribuinte norte-americanos. Ele afirmou, por exemplo, que a "ação dramática do governo" é necessária neste momento e que, normalmente, acredita que "empresas que tomam más decisões devem sair do mercado". "Mas não estamos em uma situação normal", frisou. Caso a ação não seja imediata, afirmou Bush, mais bancos podem ir à falência, mais consumidores podem ter a hipoteca encerrada, a queda das ações pode reduzir o valor de planos de previdência e empregos podem ser fechados. Ele foi enfático ao dizer que, se a dificuldade de crédito persisitr na economia, o país pode enfrentar "uma longa e dolorosa recessão".

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