O estudante Fernando Woicecoski está empolgado com o curso de técnico em segurança do trabalho que conclui em outubro. "Trabalhei como auxiliar de técnico na Repar [refinaria da Petrobrás em Araucária] e vi que há muito campo. Sempre vejo uns dois ou três anúncios de emprego por semana", conta. Agora ele está aprendendo a legislação específica da área, os equipamentos de segurança para cada setor e como o profissional atua. "O técnico faz um relato da insegurança que vê, para sugerir possíveis melhorias nos riscos ergonômicos e do ambiente da empresa."
O especialista em saúde ocupacional, Hudson de Araújo Couto, acrescenta que o técnico sempre é bem colocado no mercado de trabalho. "Ele precisa entender dos aspectos técnicos da prevenção de acidentes, conduzir treinamentos de segurança para trabalhadores, formar a cabeça do pessoal na linha de conscientização e manter um trabalho organizado", explica. Para atuar é necessário fazer um curso técnico, disponível em diversas escolas.
O engenheiro de segurança, por sua vez, entra no setor com um curso de especialização. "Atualmente é muito valorizado aquele que consegue montar um sistema de gestão da segurança, que integra o esforço de segurança à prática dos gerentes", acrescenta Couto. Quando o cargo é para médico do trabalho, que também precisa fazer especialização, a exigência é gerenciar bem o ambulatório. "São profissionais raros e muito bem pagos pelo mercado". O setor é controlado pelo Ministério do Trabalho, que edita diversas Normas Regulamentares.
Para o professor Mozart Azevedo da Silveira, do Centro de Educação Tecnológica Tupy, mais importante que a formação é o espírito de quem quer atuar na área. "A pessoa precisa se relacionar bem, porque ela vai orientar, fiscalizar e cobrar os funcionários para usar equipamentos e cuidar da segurança", justifica. Segundo Ricardo Germano Efing, do CBES, um técnico e um enfermeiro recebem em média de R$ 2 mil a R$ 2,5 mil, enquanto um médico, engenheiro ou fisioterapeuta consegue remune-ração que varia de R$ 4,5 mil a R$ 5 mil. Também há boas opções no setor público. (MS)



