Área que receberá a nova unidade da multinacional suíça Sig Combibloc: 12 mil metros quadrados e 225 funcionários para produzir 1 bilhão de embalagens por ano | Divulgação
Área que receberá a nova unidade da multinacional suíça Sig Combibloc: 12 mil metros quadrados e 225 funcionários para produzir 1 bilhão de embalagens por ano| Foto: Divulgação

As primeiras embalagens cartonadas fabricadas pela multinacional suíça Sig Combibloc no Brasil devem começar a sair da fábrica em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, no segundo semestre de 2011. A unidade vai receber cerca de 90 milhões de euros (cerca de R$ 200 milhões) em investimentos até 2016, e tem a missão de tornar rentável a operação da companhia na América Latina – as embalagens comercializadas hoje no país são importadas das unidades da empresa na Europa. "Até hoje o mercado brasileiro foi, claramente, um investimento. Com a nova fábrica, devemos deixar de subsidiar as operações no país", diz o presidente mundial da Sig Combibloc, Rolf Stangl. O início da produção no Brasil, diz o presidente da companhia para a América Latina, Ricardo Rodriguez, vai baixar custos e garantir prazos de entrega menores para os clientes da região. "Teremos capacidade de responder mais rapidamente às demandas do mercado."

Concorrente

Durante a apresentação do projeto, ontem em São Paulo, o CEO mundial disse não ter metas específicas para a fábrica, mas ressaltou que "empresa nenhuma investe 90 milhões de euros para ter 5% de participação em um mercado". A Sig Combibloc é a principal concorrente da Tetra Pak – que possui fábrica em Ponta Grossa – mas tem, com as importações, uma parcela ainda pequena do mercado brasileiro. Em 2010, a subsidiária brasileira deve importar entre 500 milhões e 1 bilhão de embalagens. Segundo estimativa da própria multinacional, o Brasil consome atualmente 10 bilhões de unidades para envase de produtos lácteos, sucos e alimentos.

Inicialmente, a fábrica de Campo Largo vai produzir 1 bilhão de embalagens por ano, em uma área de 12 mil metros quadrados. O projeto já prevê, no entanto, a ampliação da unidade em mais 12 mil metros quadrados até 2016. Para a primeira etapa serão contratados 225 funcionários e também está prevista a criação de um centro de treinamento. A mão de obra qualificada da região, segundo Rodriguez, foi um fator decisivo na escolha do Paraná para receber a fábrica. O estado também ofereceu benefícios fiscais à multinacional suíça.

Stangl fez questão de ressaltar que a entrada da Sig no Brasil trouxe ao país uma série de inovações – novas formas de abertura das embalagens e versões para envase de ovos, por exemplo. A mais recente novidade da multinacional é uma tecnologia chamada de drinks plus, que possibilita o envase, junto com o líquido, de pedaços de frutas, vegetais ou grãos.

A jornalista viajou a convite da Sig Combibloc.

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