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Foto: Jonathan Campos | Gazeta do Povo
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O Inep consultou neste ano a Casa da Moeda para ajudar na impressão do Enem. O pedido foi tema de uma reunião no último dia 11, em Brasília. A informação de que a gráfica RR Donnelley passava por dificuldades já circulava havia mais de um mês dentro do Inep, órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo Enem e outras avaliações.

O anúncio da falência da empresa preocupa servidores do instituto com relação à realização do exame, marcado para novembro e porta de entrada para praticamente todas as universidades federais.

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Participaram da reunião no mês passado o ex-presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, e o diretor de Inovação e Mercado da Casa da Moeda, Ary Vicente de Santana, além de outros dois superintendentes.

Os membros da Casa da Moeda, que ficam no Rio, viajaram a Brasília especialmente para falar do assunto, a pedido do Inep.

Na reunião, foram tratados o fornecimento de parte do material do Enem, como listas de chamada e relação de aplicadores. As conversas, no entanto, não tiveram continuidade por causa da crise do MEC que envolve demissões e disputas entre grupos.

Dessa forma, não houve avanço no formato de contrato ou demais detalhes, como o volume de materiais que poderiam ser impressos.

A Casa da Moeda necessitaria de uma mudança de estatuto para realizar os serviços relacionados ao Enem. A instituição convocou nova reunião com o Inep mas não obteve retorno. Por isso, as tratativas ficaram paradas.

Marcus Vinicius Rodrigues foi demitido pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, na semana passada. Já o chefe da da diretoria de avaliação da Educação Básica dentro do Inep, Paulo Teixeira, pediu demissão em solidariedade ao demitido.  Essa é a diretoria que cuida do Enem.

De forma reservada, servidores e ex-funcionários do instituto falaram à reportagem que há grande preocupação com as indefinições e com a ausência de uma pessoa capaz de liderar essa operação.

No ano passado, o Enem recebeu 5,5 milhões de inscrições. No total, foram impressas 11 milhões de provas. O resultado é a porta de entrada para praticamente todas as universidades do país.

A gráfica assumiu a impressão do Enem 2009, depois que a prova vazou naquele mesmo ano. O sistema de segurança e logística foi aprimorado ao longo dos anos, ao mesmo tempo em que órgãos de controle cobravam a realização de licitação para o serviço.

A RR Donnelley tem contrato com o Inep para a realização da prova até este ano, segundo a reportagem apurou.

A ideia dentro do Inep era publicar um novo pregão neste ano, mas a medida não andou. Há um processo de licitação envolvendo outras avaliações educacionais, como o Saeb, que também segue parado - este por causa de questionamentos de empresas concorrentes.

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