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Ensino Superior

O que levar em conta antes de escolher uma pós-graduação

Grande variedade de opções exige uso de critérios claros para acertar na escolha do curso

  • PorFelipe Vanini, especial para a Gazeta do Povo
  • 18/02/2015 00:00
"A verdade é que um diplomapode abrir portas, mas não as mantêm abertas", diz Antônio Raimundo dos Santos, diretor educacional do ISAE-FGV. Para ele, aluno de pós-graduação deve ter como objetivo a aquisição de novas competências. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
"A verdade é que um diplomapode abrir portas, mas não as mantêm abertas", diz Antônio Raimundo dos Santos, diretor educacional do ISAE-FGV. Para ele, aluno de pós-graduação deve ter como objetivo a aquisição de novas competências.| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Dicionário da pós-graduação

Quem pretende entrar no mundo da pós-graduação precisa se acostumar com alguns termos frequentemente usados na área e com os quais estudantes de outros ciclos nem sempre estão familiarizados.

Currículo LattesPara se inscrever em processos seletivos de cursos de pós-graduação, é recomendado que o estudante tenha um currículo cadastrado na Plataforma Lattes, uma base de dados composta de informações sobre pesquisadores, grupos de pesquisa e instituições de ensino. Muitos programas de pós-graduação exigem o currículo nesse formato para avaliar a produção acadêmica e experiência profissional do candidato. Nesse banco de dados constam, por exemplo, os artigos publicados em revistas científicas ou apresentados em congressos.

MBAO Master Business Administration (MBA), não é um tipo de mestrado, mas sim um curso lato sensu, como as especializações. Geralmente é voltado para a área de negócios , mas também encontram-se opções em outras áreas, como saúde ou comunicação. Ainda assim, o foco é sempre gestão. A duração varia de 18 a 24 meses e exige a entrega de um trabalho de conclusão de curso.

Pós-DoutoradoTambém chamado de pós-doc, é como uma extensão da pesquisa concluída no curso de doutorado. A Capes financia os chamados estágios pós-doutorais em Programas de Pós-Graduação (PPG) stricto sensu com bolsas mensais de R$ 4.100.

CapesA Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação (MEC), é responsável pela avaliação da pós-graduação stricto sensu; pela divulgação da produção científica e por promover a cooperação entre pesquisadores brasileiros com cientistas de outros países.

CNPqO Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é uma agência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que atua no fomento da pesquisa e no incentivo na formação de pesquisadores.

  • Tatiana Nunes, arquiteta, atribui parte do sucesso na função de festora à especialização feita na área

A oferta de cursos de pós-graduação estão em expansão no país. Só no período de 2010 a 2013, segundo dados do governo federal, houve aumento de 23% no número de cursos lato e stricto sensu, número significativo para o desenvolvimento do país, mas que impõe um desafio aos recém-formados que pretendem dar o próximo passo em sua formação. Diante da grande variedade de opções a escolha certa depende de uma reflexão aprofundada sobre o momento profissional que se vive e as futuras ambições.

Para Antonio Raimundo dos Santos, diretor de educação do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE-FGV), a pergunta que o candidato a um programa de pós-graduação deve se fazer é: quero aprender algo ou ter um diploma?

"Infelizmente, no Brasil, ainda é grande o peso que o diploma possui. A verdade é que um diploma pode abrir portas, mas não as mantêm abertas", diz. De acordo com ele, uma boa pós-graduação oferece a possibilidade de atualizar conhecimentos, ampliar a rede de contatos e adquirir competências não desenvolvidas durante a graduação.

Pressão

No entanto, a pressão pela educação continuada, comum em praticamente qualquer ramo de atividade econômica, acabou levando uma grande parcela de estudantes a fazer uma pós-graduação apenas para obter um título no currículo. Essa é a avaliação de Renato Casagrande, consultor em gestão educacional da Allianza Brasil. Para ele, estão nesse grupo muitos dos estudantes que se matriculam numa pós-graduação logo após o término da graduação, sem a experiência profissional necessárias para aproveitar melhor essa nova etapa. "Com isso, é enorme o número de estudantes que acabam largando os seus cursos", diz.

A arquiteta Tatiane Nunes, por exemplo, formada em 2004 pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo interrompeu três cursos de pós-graduação antes de achar aquela que realmente a satisfazia. Os motivos foram os mais variados. "Na primeira vez, quando estava estudando Sustentabilidade e Gestão Urbana, não gostei do curso. Nas outras duas vezes, o trabalho me atrapalhou e desisti", afirma.

Após se mudar para Curitiba, em 2012, a arquiteta se tornou sócia de uma construtora e no ano passado começou uma especialização em Planejamento e Gestão de Negócios da Universidade Positivo (UP). Hoje, Tatiane atua mais na função de gestora e diz conseguir aplicar ao trabalho as noções de liderança e também de como lidar com impostos. "Todo esse corpo de conhecimentos está me ajudando muito. Desta vez vou até o fim", afirma. Mudança

Segundo Leandro Henrique, coordenador de pós-graduação da UP, também é significativo o número de estudantes que têm iniciado uma pós-graduação para mudar o rumo profissional ou por curiosidade intelectual. "É o caso do advogado que vai fazer um curso de gastronomia ou de cinema. Ou seja, aquele pessoal que está atrás de um sonho antigo, como montar uma empresa, e pode usar esses conhecimentos eventualmente. Hoje, eles já representam 30% dos nossos alunos", afirma.

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