Bruno Covas (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Celso Russomanno (Republicanos) e Márcio França (PSB) estão embolados na disputa para prefeito de São Paulo.| Foto: Reprodução.
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Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (11) pela Consultoria Atlas mostra quatro candidatos embolados na disputa para a prefeitura de São Paulo. O levantamento foi realizado entre os dias 26 de agosto e 1.º de setembro (registro no TSE n.º  SP-06002/2020).

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O prefeito Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição, lidera a corrida com 16% das intenções de voto, mas, como a margem de erro é de 3%, ele está praticamente empatado com Guilherme Boulos (PSOL), Celso Russomanno (Republicanos) e Márcio França (PSB), respectivamente com 12,4%, 12,3% e 11,5% das preferências.

Na sequência aparece Marta Suplicy (Solidariedade) com 4,2% dos votos. Porém, na última quarta, Marta anunciou que vai desistir da candidatura e vai apoiar Covas. Já o Solidariedade declarou apoio a França.

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Com 2,1% das intenções aparecem empatados Joice Hasselmann (PSL), Jilmar Tatto (PT) e Andrea Matarazzo (PSD). Seguem Arthur do Val - Mamãe Falei do Patriota com 1,9% das preferências e Filipe Sabará do Novo com 1,1%. Completa a lista Orlando Silva (PCdoB) com 0,8% dos votos.

Segundo Andrei Roman, CEO da Consultoria Atlas, que realizou a pesquisa, a fragmentação favorece Covas. “Ele já aparece na liderança numérica e tem mais recursos que os demais candidatos para se manter na disputa. Ele aproveita esse cenário fragmentado, neste sentido”, afirmou ao El Pais.

Num eventual segundo turno contra Russomanno ou Boulos, Covas poderia se beneficiar da maior rejeição desses candidatos, de acordo com Roman. O prefeito, porém, deve evitar a nacionalização ou ideologização da disputa, o que pode prejudicá-lo. Roman avalia também que França é o candidato mais perigoso para o Covas, “já que ele tem a menor rejeição”.

A gestão Covas é aprovada por quase 52% dos eleitores, que a consideram regular, boa ou ótima. Já mais de 45% dos entrevistados dão um juízo de ruim ou péssima. A candidata com maior rejeição é Joice com 73% das opiniões negativas. Seguem os políticos da esquerda: Marta (64%), Tatto (62%) e Boulos (57%). Russomanno tem 55% de reprovação e Covas, 53%. A de França é uma das mais baixas com 38%.

A pesquisa mostra também que 11,9 dos eleitores devem votar branco ou nulo; 13,3% ainda não sabem em quem votar e 8,3% devem votar em outros candidatos.

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Eleitores bolsonaristas sem candidato

Como Jair Bolsonaro ainda não declarou apoio a nenhum candidato, a pesquisa mostra que os eleitores bolsonaristas dispersam o voto. O presidente vem pressionando Russomanno para insistir na candidatura, de acordo com o Estadão, ao mesmo tempo que Covas e Matarazzo já convidaram o pré-candidato a abandonar a corrida para apoiar uma das duas candidaturas.

Por enquanto, 18% dos que votaram em Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais em 2018, declaram apoio a Russomanno e 12% a Márcio França. Joice, ex-aliada e hoje desafeta do presidente, recebe apenas 3% das preferências. O youtuber conservador Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, também tem somente 2% das intenções.

No recorte por religião, 17% dos eleitores católicos apoiam Covas, enquanto 27% dos evangélicos optam por Russomanno. Entre agnósticos e ateus, 37% votariam em Boulos e 15% em Covas.

Esquerda dividida

É a primeira vez que Boulos (PSOL) aparece com uma intenção de voto tão expressiva. Já a candidatura de Tatto não conseguiu unificar o PT. O ex-presidente Lula queria que o candidato fosse o ex-prefeito Fernando Haddad, mas ele não aceitou disputar a eleição.