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Senado

Alcolumbre se torna alvo de campanhas eleitorais em meio a julgamento de Moraes

Protesto no Amapá contra Alcolumbre e Moraes
Nikolas Ferreira organizou protesto contra Moraes para pressionar Alcolumbre no estado do presidente do Senado. (Foto: Rhuan Pablo/Divulgação Nikolas Ferreira)

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tornou-se um dos principais alvos da direita durante esta semana de julgamento do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). O senador do Amapá é acusado de barrar a votação de pedidos de abertura de processo de impeachment contra o aliado.

Com a escalada da crise no Supremo, a oposição voltou a pressionar Alcolumbre no Congresso e a postura do presidente do Senado foi objeto de manifestações encabeçadas por candidatos. Durante o julgamento no STF nesta terça-feira (15), o candidato a presidente Romeu Zema (Novo-MG) protestou junto com deputados e senadores do Novo, em frente ao Congresso Nacional, para cobrar a abertura da investigação contra Moraes no STF.

“Boa parte do Supremo está apodrecido, se corrompeu e perdeu toda a credibilidade. Em 135 anos, o STF nunca teve esse tipo de comprometimento tão grave por causa dessa cultura dos ‘intocáveis’, que se consideram acima da lei”, disse o presidenciável.

Antes do evento, Zema acusou Alcolumbre de blindar os ministros da Suprema Corte ao não colocar em pauta no Senado a votação para abertura de processos, que podem culminar na cassação de mandatos dos magistrados. “O Davi Alcolumbre é a ‘paquita do Xandão’ e já engavetou mais de 100 pedidos de impeachment contra ministros, incluindo o meu pedido contra Alexandre de Moraes”, declarou.

No último domingo (13), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), candidato à reeleição, organizou uma manifestação em Macapá em favor do impeachment de Moraes e com cobranças a Alcolumbre. O deputado mineiro afirmou que o presidente do Senado será considerado “um dos maiores covardes da história”, caso não coloque em votação a possibilidade de abertura do processo de responsabilização de Moraes, em decorrência das suspeitas envolvendo a relação dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Estamos aqui não pedindo vingança, mas justiça; paute o impeachment e o resto nós faremos. E nunca mais o Amapá vai se curvar à velha política”, declarou Ferreira durante o protesto.

Oposição volta a se mobilizar por impeachment de Moraes e pressiona Alcolumbre

Reeleito senador em 2022, Alcolumbre não disputará as eleições deste ano. O mandato é de oito anos e o presidente da Casa Alta se movimenta pela reeleição ao comando do Senado para manter o controle da pauta.

Um dos cotados para fazer frente a Alcolumbre na disputa pela direção da Casa, o líder da oposição no Senado e coordenador da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho (PL-RN), criticou a “inércia” do adversário e do Congresso Nacional.

“Estamos indignados, inclusive, com a nossa inércia como instituição, não a minha, não a dos senadores aqui presentes. Como eu disse, o regimento desta Casa dá um poder desmedido a seu presidente”, cutucou ele. Na segunda-feira (14), os parlamentares da oposição apresentaram propostas para mudanças no regimento interno do Senado, na tentativa de diminuir o monopólio de decisão do presidente da Casa.

Na semana passada, Alcolumbre lembrou das denúncias do caso "Dark Horse" contra Flávio Bolsonaro e saiu em defesa de Moraes em pronunciamento no plenário do Senado. “Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para as mesmas pessoas para fazer um filme e agora o culpado sou eu e o ministro Moraes”, rebateu.

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