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Troca de farpas

Ciro Gomes justifica aliança com PL: “Meus bolsonaristas são homens honrados”

Ciro Gomes justifica aliança com PL: "Meus bolsonaristas são honrados"
Ciro Gomes justifica aproximação com lideranças do PL e afirma buscar união da oposição cearense contra o PT. (Foto: EFE/André Coelho)

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O pré-candidato do PSDB ao governo do Ceará, Ciro Gomes, reagiu neste domingo (31) após o senador Camilo Santana (PT-CE) acusá-lo de "se juntar ao bolsonarismo" para enganar os cearenses. Ciro classificou seus novos aliados como "homens honrados".

No último dia 27, o petista questionou a mudança radical de postura do ex-governador, que antes chamava a família Bolsonaro de "ladrões" e "bandidos".

"Gente, por que ele não fala mais mal do [Jair] Bolsonaro e do Flávio Bolsonaro? Por que ele não falou nada desse caso do Flávio Bolsonaro envolvido com o Banco Master? É importante perguntar para ele", apontou Santana, em entrevista ao Grupo de Comunicação O Povo.

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O tucano afirmou que seu critério foi buscar lideranças de oposição que estavam "dispersas e fraturadas" para enfrentar um poder que, segundo ele, "corrompe totalmente".

Sobre estar aliado a bolsonaristas, Ciro buscou diferenciar seus parceiros. "Sabe qual é a diferença? Que os meus bolsonaristas são todos homens honrados, limpos. Nenhum deles é picareta, nem está envolvido com a Polícia Federal", disparou.

O pré-candidato do PSDB revelou ter pedido desculpas públicas ao pré-candidato ao Senado Capitão Wagner (União), admitindo que antes o atacava "cegamente" apenas por ser adversário de seu irmão, o senador Cid Gomes (PSB-CE).

Além de Wagner, Ciro consolidou a união com Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, e aproximou-se do deputado federal André Fernandes (PL-CE) para formar um movimento que visa "livrar o Ceará desta ditadura corrupta".

Aliança de Ciro com PL enfrenta resistência de Michelle Bolsonaro

Em dezembro do ano passado, o diretório do PL do Ceará, presidido por Fernandes, declarou apoio a uma eventual candidatura de Ciro Gomes. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou a decisão durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo.

"Adoro o André [Fernandes], passei em todos os estados falando sobre o orgulho que tenho dele, do Nikolas [Ferreira], do Carmelo [Neto], da esposa dele que foi eleita, tenho orgulho de vocês, mas fazer aliança com um homem que é contra o maior líder da direita? Isso não dá!", disse Michelle.

O impasse levou a uma crise interna na família Bolsonaro. Fernandes garantiu que a movimentação tinha o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apoiou o deputado e acusou a madrasta de atropelar a vontade de Bolsonaro.

Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o posicionamento da ex-primeira-dama foi “injusto e desrespeitoso” com Fernandes. Após uma reunião, o PL suspendeu a articulação com o PSDB temporariamente.

No início de maio, Michelle publicou no Instagram um vídeo de 2019 em que Ciro chama Bolsonaro de “jumento”, com a legenda: “E ainda há pessoas da direita apoiando esse indivíduo”.

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