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Advogado de Heleno desiste de concorrer a deputado federal após medida protetiva à ex-esposa

Após a repercussão do caso, Matheus Milanez veio a público para negar qualquer agressão.
Após a repercussão do caso, Matheus Milanez veio a público para negar qualquer agressão. (Foto: Ton Molina/STF)

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O advogado Matheus Mayer Milanez, que ficou conhecido por atuar na defesa do general Augusto Heleno na ação por suposto plano golpista, renunciou à sua candidatura a deputado federal pelo Distrito Federal. Na petição, protocolada neste sábado (15), ele alega "motivos de foro íntimo e caráter estritamente pessoal".

Milanez havia registrado sua candidatura no dia 6 de agosto e concorreria pelo Republicanos. Na semana seguinte, veio a público uma acusação de violência doméstica contra sua ex-esposa, grávida de 10 semanas. Em depoimento, ela afirmou que os episódios ocorreram em junho e que tem fotos e o depoimento de uma amiga.

A Justiça concedeu, então, medida protetiva, baseada, entre outras coisas, no entendimento de que a palavra da vítima ganha especial relevância em casos de violência doméstica. Milanez diz que tomou conhecimento da medida pela imprensa e negou qualquer agressão.

"O que foi divulgado não corresponde à realidade dos fatos e é apresentado de forma fragmentada, sem o contexto que lhe dá sentido. Não vou disputar essa narrativa em rede social, porque não é esse o lugar adequado, mas afirmo com tranquilidade que o conjunto completo dos elementos, que será apresentado à Justiça, mostra uma situação bastante diferente da que se noticiou", diz a nota.

Em meio à repercussão, a defesa pediu que o processo tramitasse em segredo de justiça, mas o juiz Carlos Bismarck Piske de Azevedo Barbosa negou o pedido, sob a alegação de que, apesar de gerar "desconforto e certa vergonha", um processo criminal só pode permanecer sigiloso caso haja algum elemento adicional que possa gerar "escândalo, inconveniente grave ou perigo de perturbação da ordem".

Após anunciar que concorreria, Milanez se apresentou em suas redes sociais como opositor ao PT. Em uma das publicações, o trecho de um depoimento do presidente Lula (PT) na Operação Lava Jato, ele comenta: "Quem enfrentou o poder pagou, quem foi condenado voltou ao Planalto. Esse é o Brasil que estamos aceitando como normal". Em outra publicação, o advogado sinaliza novamente à direita ao afirmar que "Brasília precisa de gente que conheça a Justiça por dentro para consertá-la de dentro".

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