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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (5) que carrega nas costas “a promiscuidade da Suprema Corte brasileira”. A declaração ocorre após o petista ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro.
"Só tem um candidato que só tem um candidato que é antissistema. E somos nós, não tem outro. E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias", disse Lula durante uma reunião com a coordenação de campanha.
Além da vantagem de Flávio, o PL conseguiu eleger 19 senadores e 121 deputados federais. A principal pauta defendida pela direita do Senado é o impeachment de ministros do STF. O presidente voltou a defender uma reforma no Poder Judiciário.
“Precisamos definir qual o papel da sociedade nessa reforma e como vamos escolher um ministro do STF: É de interesse pessoal do presidente da República? É pela pressão do Congresso Nacional? É de interesse do poder econômico? Não”, disse.
Em seu terceiro mandato, Lula indicou ao STF Cristiano Zanin, seu advogado nos processo da Lava Jato, e Flávio Dino, seu ministro da Justiça. O petista também apontou o advogado-geral da União, Jorge Messias, à Corte, mas o Senado rejeitou a indicação.
“Vamos ter que discutir com a sociedade qual é o critério para indicar um candidato ao Supremo. E se vai ter mandato ou não. Está na hora de discutir isso. Ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte”, acrescentou.
Durante a reunião de campanha, Lula disse que nos próximos 20 dias é preciso "desnudar o que está por trás da eleição de um possível herdeiro do fascismo nesse país". Ele disse não ver motivos para perder o pleito e afirmou que irá aos debates.
"Eu estou convencido de que não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República no segundo turno. Não há nenhuma razão econômica, social ou política, inclusive, em tema polêmicos, como a segurança”, enfatizou.
O STF vive uma crise interna que se aprofundou no dia 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens entre de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o ministro Alexandre de Moraes.
Em resposta, Moraes usou relatórios de inteligência da PF para questionar a atuação de Mendonça nos casos Master e INSS, defendendo a investigação do colega de Corte. Depois disso, o Supremo entrou em uma guerra de ofícios e liminares que culminaram na sessão do dia 15 de setembro.
A sessão que deveria analisar a possível de abertura de uma investigação contra Moraes foi marcada por bate-bocas e terminou sem uma definição. Às vésperas do primeiro turno, decisões contrárias entre o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) escalaram o embate.
Antes do primeiro turno, a campanha petista buscou se afastar da crise no Supremo, com Lula defendendo que todos os ministros envolvidos com Vorcaro deveriam ser investigados.




