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Repercussão no exterior

Imprensa internacional destaca confusão criada por Zanin na eleição brasileira

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O ministro Cristiano Zanin emitiu decisão prorrogando a votação neste domingo. (Foto: Victor Piemonte/STF)

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A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar por duas horas a votação no segundo turno das eleições deste domingo (25) repercutiu na imprensa internacional. Além da extensão do prazo até as 19h, veículos estrangeiros destacaram a confusão em locais onde as urnas já haviam sido fechadas e a interrupção da divulgação dos resultados.

O jornal espanhol El País afirmou que a decisão “semeou o caos” em alguns locais de votação de São Paulo, onde as urnas eletrônicas já estavam encerradas.

Em Portugal, o Observador publicou uma reportagem intitulada “Horários de voto alargados, urnas já fechadas e funcionários sem indicações. A decisão do juiz do Supremo que causou confusão”. O veículo relatou que mesários já haviam encerrado a votação e emitido os boletins de urna quando souberam da determinação. Em locais de Florianópolis, destacou o jornal, funcionários tomaram conhecimento da mudança pela imprensa.

Na Argentina, o La Nación destacou a suspensão da divulgação dos resultados depois de a apuração alcançar 0,25% das seções. O jornal também registrou que eleitores ficaram sem votar em locais onde as urnas já haviam sido encerradas e os boletins, impressos. O Clarín ressaltou que a contagem já havia começado quando veio a prorrogação e que os resultados iniciais chegaram a ser divulgados.

Na França, o Le Monde destacou a extensão do horário em todo o país por problemas de transporte. Na cobertura em tempo real, o jornal afirmou que a ordem provocou “grande confusão”, porque, até chegar às seções eleitorais, algumas urnas eletrônicas já haviam sido fechadas e a apuração havia começado. Também informou que a prorrogação ficou restrita aos locais ainda abertos.

Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times também destacou a prorrogação, dizendo que o prazo de votação seria ampliado em duas horas por problemas climáticos e de transporte.

A agência americana Associated Press também ressaltou a confusão provocada pela medida, observando que o Brasil costuma ter uma apuração eletrônica rápida. Segundo a agência, o episódio abriu espaço para possíveis questionamentos judiciais, independentemente de quem vença a eleição.

A Reuters destacou que a decisão e a pausa na contagem acrescentaram incerteza à disputa. A agência ouviu especialistas que apontaram a possibilidade de contestações do resultado relacionadas tanto à prorrogação quanto às denúncias de dificuldades de transporte.

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