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A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, homenageou neste domingo (16) a segunda esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marisa Letícia, que morreu em 2017 em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A declaração ocorre após Janja dizer, no mês passado, que o Brasil “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente” antes dela.
Durante o lançamento da campanha à reeleição do marido, em São Bernardo do Campo (SP), a atual primeira-dama afirmou que Marisa, que foi casada com Lula de 1974 a 2017, e outras mulheres não estavam no "chão da fábrica" em 1979, quando ocorreram as greves dos metalúrgicos, mas foram o "alicerce" de seus maridos na luta por direitos trabalhistas.
“Gostaria de lembrar especialmente de uma Silva, presidente [Lula], dona Marisa. Ela que, junto a outras tantas mulheres que não estavam no chão da fábrica em 79, que não eram líderes sindicais naquele momento, tiveram um papel essencial nos bastidores”, disse Janja.
“Eram o alicerce para que seus maridos, sob a liderança desse homem que virou presidente, pudessem lutar por melhores salários e mais dignidade para suas famílias”, acrescentou. Ela destacou que "essas mulheres, lideradas por dona Marisa, foram uma força importante e são pouco lembradas".
Janja também lembrou que foi Marisa Letícia quem “bordou a primeira bandeira do PT” e dedicou "toda admiração" à ex-primeira-dama.
“A estrela da nossa bandeira, do nosso partido, traz à nossa memória o cuidado e o carinho de dona Marisa, foi ela quem bordou a primeira bandeira do PT. E é a ela que eu dedico toda a minha admiração, presidente Lula”, afirmou.
Janja disse ser a única primeira-dama do Brasil que trabalha “efetivamente”
Em entrevista ao programa Frente a Frente, parceria entre UOL e Folha de S.Paulo, Janja afirmou que, antes dela, o Brasil não teve uma primeira-dama que “trabalhasse efetivamente”, o que a tornaria alvo de críticas da sociedade e da imprensa.
“A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente. Quase todo dia eu vou para o Planalto, faço reunião, tenho agenda, viajo a trabalho. A sociedade brasileira, de modo geral, e a imprensa também não estavam acostumadas com isso. Recebi muita crítica por parte da imprensa”, disse a socióloga na entrevista divulgada em julho.
Janja afirmou que é “muito mais solicitada” pela imprensa internacional, enquanto a imprensa nacional, segundo ela, estaria interessada na “fofoca que ocorre no entorno” do Planalto.
“Eu sou muito mais solicitada pela imprensa internacional quando eu viajo, ou mesmo aqui dentro do Brasil, do que pela imprensa nacional. A imprensa nacional gosta da fofoca que ocorre no entorno, do off, mas realmente não quer saber meu trabalho como embaixadora da FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura], não quer saber do trabalho do Pacto contra o Feminicídio”, reclamou.
Durante a entrevista, Janja afirmou que a pecha de “gastadeira” que recebeu de critícos em razão de suas agendas no exterior é uma “estratégia da extrema-direita” e “misoginia pura”. O governo regulamentou a atuação da primeira-dama em agendas nacionais e internacionais após críticas sobre gastos e transparência.




