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O ministro Alexandre de Moraes questionou a origem do relatório da Polícia Federal (PF) que reúne supostas trocas de mensagens entre ele e Daniel Vorcaro. Em ofício encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, na segunda-feira (14), Moraes afirmou que o documento teria recebido “auxílio de órgão estrangeiro” e classificou o material como “nulo e imprestável”.
Na avaliação do ministro, a produção do relatório indicaria uma interferência externa nas eleições brasileiras de 2026.
“É imprestável porque houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o Juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito”, escreveu.
Metadados levantam suspeita sobre origem de relatório da PF
Moraes também levantou suspeitas sobre a decisão de André Mendonça de afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Segundo o ministro, a medida teria impedido a apuração sobre a possível origem externa do relatório.
O ministro citou os metadados do arquivo como outro elemento de sua argumentação. Segundo ele, os registros apontariam que a abertura e a finalização do documento ocorreram no mesmo dia em computadores da PF. Para Moraes, isso indicaria que o relatório foi produzido antes, fora da corporação, e depois inserido nos sistemas da Polícia Federal.
“Os metadados do relatório demostram que a abertura e finalização do relatório foi feita no mesmo dia, ou seja, foi ‘plantado’ nos computadores da PF e não inteiramente produzido por eles. Como se fosse possível produzi-lo em um único dia. Isso demonstra, novamente, o direcionamento ilícito das investigações”, argumentou.
Moraes cita vídeo produzido por Mendonça antes do 7 de setembro
A petição também questiona a atuação de Mendonça sob o aspecto político-eleitoral. Moraes sustenta que as investigações foram direcionadas para incriminá-lo e alcançar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com a finalidade de favorecer determinado grupo político nas eleições de outubro de 2026.
O ministro cita ainda a divulgação do relatório na semana anterior aos atos de 7 de setembro. Segundo a petição, o vazamento teria sido planejado para impulsionar os “comícios”.
“O vazamento do ilícito “dossiê” que determinou, pelo próprio relator, na semana antecedente ao 7/9, como uma tentativa de impulsionar os comícios de determinado grupo político, reforçado pela gravação de um vídeo nas redes sociais pelo próprio Ministro relator, na véspera dos comícios de 7/9, fato inédito na história do STF”, escreveu.




