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O deputado estadual Requião Filho (PDT), candidato ao governo do Paraná, defendeu nesta quarta-feira (16) a aliança com o PT nas eleições deste ano e negou que pretenda lotear um eventual governo entre partidos aliados.
Durante sabatina no Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, ele afirmou que mantém as críticas que fez ao PT após deixar a legenda há pouco mais de um ano, mas disse que os dois partidos convergem em propostas para o estado.
Ele havia dito que a legenda não tinha um projeto para o Paraná e que não queria ficar atrelado aos “desmandos e devaneios” do PT Nacional.
Nas eleições deste ano, Requião Filho conta com o apoio do PT. Ele esteve ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um evento em Curitiba no último sábado (12).
“Hoje eu apresento esse programa para o Paraná, um programa do PDT montado, construído e debatido com diversas pessoas. O PT viu este programa e decidiu que este era o melhor caminho aqui no estado e nos traz esse apoio. Mantenho as críticas que fiz e tenho certeza de que o PT também tem críticas ao Requião Filho, mas nós convergimos muito mais no que diz respeito a cuidar de pessoas, a ter vacina, saúde pública, educação pública. Então, as críticas são mantidas e isso chama-se democracia”, disse o candidato.
Questionado sobre qual seria o espaço do PT em seu eventual governo, Requião afirmou que não fará troca de cargos ou “fatiamento” do governo para dividir as Secretarias de Estado.
“No meu governo terá espaço para quem tiver capacidade técnica e capacidade de gestão. Será com Requião Filho à frente do governo e secretarias com pessoas capacitadas dentro da sua qualificação", afirmou.
Críticas a Moro e Sandro Alex
Requião Filho afirmou referindo-se aos adversários Sergio Moro (PL) e Sandro Alex (PSD), que a disputa tem como outros candidatos “um que não conhece o Paraná e outro que o Paraná não conhece”.
“O que não conhece o Paraná só vem com o discurso de ódio, e o que o Paraná não conhece é o deixa como está para ver como é que fica”, declarou.
Requião Filho defende o controle estatal da Copel
Ao falar sobre como viabilizar sua proposta de retomar o controle estatal da Copel, Requião Filho disse que buscará articulação com o governo federal via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é um dos maiores acionistas da empresa.
Segundo ele, o governo do estado errou ao abrir mão do poder de veto e de assentos decisórios no conselho da companhia, entregando o rumo da empresa a acionistas minoritários.
“A Copel hoje toma decisões que dão preferência para o lucro dos acionistas. Ela diminuiu o investimento no estado do Paraná, ela diminuiu a capacidade do nosso estado de ser competitivo, aumentando a tarifa de energia tanto do agro quanto das empresas, das indústrias e da família paranaense”, disse.
Como caminhos para reduzir a tarifa, o candidato citou uma revisão dos custos da operação da empresa e programas de desconto para uso noturno de energia por produtores do agro, “enquanto a cidade dorme”.
“A tarifa é construída em cima de custos de operação, investimentos, ativos. Nós queremos auditar tudo isso, porque hoje a Copel, além de aumentar muito as tarifas, eu acredito que esses números estejam inflados para ficar uma tarifa tão alta”, afirmou.
Até que uma redução seja possível, ele defendeu o reforço da fiscalização do serviço de fornecimento.
Na área da prevenção de desastres naturais, o candidato falou sobre programas de proteção de mata ciliar para proteger rios e nascentes, ampliação de um corredor biológico e parceria com o setor agropecuário para preservação das reservas legais, que correspondem ao percentual da área de cada propriedade rural mantido com vegetação nativa.
Requião Filho critica escolas cívico-militares
Sobre acabar com as escolas cívico-militares, que não considera um modelo pedagógico, ele ressaltou que isso não significa fechar as unidades.
“É tirar esse modelo da escola e manter aquela escola funcionando. O modelo cívico-militar é uma propaganda”, disse.
Ele confirmou que estará presente no debate da RPC entre candidatos ao governo do Paraná, previsto para 29 de setembro.
O candidato acionou a Justiça Eleitoral contra a RIC pelo fato de a emissora ter cancelado o debate que estava marcado para o dia 21, no qual ele havia confirmado presença.






