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Eleições 2026

Renan Santos propõe “matar quem roubar” em evento do Missão em clima de “balada”

Em congresso do Missão em São Paulo, Renan Santos disse que vai matar quem roubar, ao criticar segurança pública.
Renan Santos discursa durante o 1º Congresso Nacional do Missão, realizado neste sábado (1º), em São Paulo. (Foto: Reprodução/ Youtube Partido Missão)

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O partido Missão promoveu, neste sábado (1º), as candidaturas de Renan Santos à Presidência da República e de pré-candidatos aos governos estaduais, em evento realizado no Komplexo Tempo, na zona leste de São Paulo.

Entre as propostas apresentadas na área de segurança pública, Renan Santos (Missão) defendeu o endurecimento no combate ao crime. "Ninguém vai roubar nada que é teu, porque nós vamos matar quem roubar", disse em discurso.

Batizado de 1º Congresso Nacional do partido, o encontro teve bastões fluorescentes, área vip e open bar de cerveja no mezanino. Com ingressos vendidos entre R$ 94 e R$ 7 mil, o evento também foi marcado por venda de suvenires e lançamento de manifesto.

O lançamento oficial da candidatura presidencial já havia ocorrido em convenção on-line, no dia 20 de julho. Na ocasião, Renan Santos afirmou que a convenção foi realizada de forma virtual em razão de ameaças feitas ao grupo por facções criminosas.

Esse é o primeiro lançamento de candidatura pelo partido que foi registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral no último dia 4 de novembro. O Missão foi criado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), conhecido pelas mobilizações em manifestações de rua e ações controversas com potencial de viralização nas redes sociais.

Discurso de Renan Santos mira PT e família Bolsonaro

No discurso principal, Renan Santos concentrou críticas no PT e em Flávio Bolsonaro, embora tenha afirmado que a legenda não se define apenas pela oposição a adversários. "O sonho do PT era tão forte que aos outros sobrou se nomear antipetista. E nós fomos condenados por esse sonho maldito", disse.

Santos também classificou apoiadores da família Bolsonaro como "ratos que se vestem de verde-amarelo" que se apropriam de símbolos nacionais, e afirmou ter enfrentado censura e cancelamentos ao tentar organizar o partido.

O senador Sergio Moro (PL), pré-candidato ao governo do Paraná, foi tratado como traidor por parte do público durante o evento e recebeu vaias e xingamentos.

Missão apresenta Livro Amarelo como programa de governo

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) apresentou durante o evento o Livro Amarelo, documento que reúne o programa de governo da candidatura de Renan Santos. Assim como camisetas e outros itens do partido, o Livro Amarelo foi vendido durante o evento e a live de transmissão.

De acordo com material enviado pela assessoria do partido, o programa prevê dez metas prioritárias para um eventual governo, entre elas a redução do número de homicídios no país para, no máximo, 10 mil casos anuais até o fim do mandato, e a alfabetização na idade correta para nove em cada dez crianças brasileiras — hoje, segundo o partido, o índice é de 66%.

O evento também apresentou a chapa de pré-candidatos a governador do partido, com falas de até dois minutos cada — entre os nomes, André Luis, para o governo do Maranhão, e Ben Mendes, para Minas Gerais.

Gesto histórico de Jânio Quadros e jingle como resposta ao "Lula lá"

O candidato a vice-presidente na chapa de Renan Santos, o militar da reserva Aroldo Medina, ganhou um espaço de destaque para apresentação. No palco, ele levou uma vassoura em referência ao gesto do ex-presidente Jânio Quadros e discursou sobre a importância da autoridade masculina no ambiente doméstico.

Durante o evento, outros filiados do partido atribuíram a Renan Santos um papel de liderança nos protestos que resultaram no impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016.

O partido também lançou oficialmente o jingle de campanha de Renan Santos, intitulado "A Vingança do Povo". A canção foi composta e interpretada pelo próprio candidato e concebida como resposta política ao "Lula lá", jingle que marcou a campanha presidencial de 1989.

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