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O partido Missão promoveu, neste sábado (1º), as candidaturas de Renan Santos à Presidência da República e de pré-candidatos aos governos estaduais, em evento realizado no Komplexo Tempo, na zona leste de São Paulo.
Entre as propostas apresentadas na área de segurança pública, Renan Santos (Missão) defendeu o endurecimento no combate ao crime. "Ninguém vai roubar nada que é teu, porque nós vamos matar quem roubar", disse em discurso.
Batizado de 1º Congresso Nacional do partido, o encontro teve bastões fluorescentes, área vip e open bar de cerveja no mezanino. Com ingressos vendidos entre R$ 94 e R$ 7 mil, o evento também foi marcado por venda de suvenires e lançamento de manifesto.
O lançamento oficial da candidatura presidencial já havia ocorrido em convenção on-line, no dia 20 de julho. Na ocasião, Renan Santos afirmou que a convenção foi realizada de forma virtual em razão de ameaças feitas ao grupo por facções criminosas.
Esse é o primeiro lançamento de candidatura pelo partido que foi registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral no último dia 4 de novembro. O Missão foi criado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), conhecido pelas mobilizações em manifestações de rua e ações controversas com potencial de viralização nas redes sociais.
Discurso de Renan Santos mira PT e família Bolsonaro
No discurso principal, Renan Santos concentrou críticas no PT e em Flávio Bolsonaro, embora tenha afirmado que a legenda não se define apenas pela oposição a adversários. "O sonho do PT era tão forte que aos outros sobrou se nomear antipetista. E nós fomos condenados por esse sonho maldito", disse.
Santos também classificou apoiadores da família Bolsonaro como "ratos que se vestem de verde-amarelo" que se apropriam de símbolos nacionais, e afirmou ter enfrentado censura e cancelamentos ao tentar organizar o partido.
O senador Sergio Moro (PL), pré-candidato ao governo do Paraná, foi tratado como traidor por parte do público durante o evento e recebeu vaias e xingamentos.
Missão apresenta Livro Amarelo como programa de governo
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) apresentou durante o evento o Livro Amarelo, documento que reúne o programa de governo da candidatura de Renan Santos. Assim como camisetas e outros itens do partido, o Livro Amarelo foi vendido durante o evento e a live de transmissão.
De acordo com material enviado pela assessoria do partido, o programa prevê dez metas prioritárias para um eventual governo, entre elas a redução do número de homicídios no país para, no máximo, 10 mil casos anuais até o fim do mandato, e a alfabetização na idade correta para nove em cada dez crianças brasileiras — hoje, segundo o partido, o índice é de 66%.
O evento também apresentou a chapa de pré-candidatos a governador do partido, com falas de até dois minutos cada — entre os nomes, André Luis, para o governo do Maranhão, e Ben Mendes, para Minas Gerais.
Gesto histórico de Jânio Quadros e jingle como resposta ao "Lula lá"
O candidato a vice-presidente na chapa de Renan Santos, o militar da reserva Aroldo Medina, ganhou um espaço de destaque para apresentação. No palco, ele levou uma vassoura em referência ao gesto do ex-presidente Jânio Quadros e discursou sobre a importância da autoridade masculina no ambiente doméstico.
Durante o evento, outros filiados do partido atribuíram a Renan Santos um papel de liderança nos protestos que resultaram no impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016.
O partido também lançou oficialmente o jingle de campanha de Renan Santos, intitulado "A Vingança do Povo". A canção foi composta e interpretada pelo próprio candidato e concebida como resposta política ao "Lula lá", jingle que marcou a campanha presidencial de 1989.








