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Dez estados

O que nova rodada de pesquisas indica sobre as eleições ao Senado

Pesquisa eleitoral ao Senado
Rodada de pesquisas aponta para alto índice de indefinição dos eleitores em relação ao voto para o Senado. (Foto: Infografia/Gazeta do Povo)

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A Genial/Quaest divulgou nesta semana uma nova rodada de pesquisas sobre a disputa pelo Senado em dez estados. Os levantamentos indicam quais pré-candidatos largam em vantagem na corrida pelas duas vagas à Câmara Alta em cada estado.

As pesquisas mostram que o capital político de candidatos conhecidos, como ex-governadores e ex-candidatos à Presidência, favorece os concorrentes no início da campanha. No entanto, em todos os estados, os índices apontam para o alto nível de indecisão dos eleitores no voto ao Senado. A tendência é que a escolha seja feita e mantida com a proximidade da eleição, no início de outubro.

Desde 20 de julho, os partidos entraram na reta final para definir os candidatos e as coligações durante o período de convenções partidárias, que vai até a próxima quarta-feira (5). O prazo para o registro das chapas termina em 15 de agosto.

Confira os números das disputas para o Senado no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Pará, Pernambuco, Bahia e Ceará. Os resultados são os números consolidados de primeiro e segundo votos e reduzidos para 100%.

Alvaro Dias lidera pesquisa ao Senado no Paraná, mas não confirma candidatura

Segundo os dados da pesquisa Genial/Quaest, o ex-governador e ex-senador Alvaro Dias (MDB) lidera os dois cenários estimulados com 20% das intenções de voto dos eleitores no Paraná. Os demais concorrentes aparecem tecnicamente empatados no primeiro cenário: Alexandre Curi (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo) e Gleisi Hoffmann (PT) aparecem com 10%; Filipe Barros (PL) com 8%; Cristina Graeml (PSD) e Dr. Rosinha (PT) com 4%.

O quadro é semelhante na segunda simulação sem a presença de Dallagnol. No terceiro cenário, sem Alvaro Dias, os candidatos Curi, Dallagnol, Barros e Gleisi estão tecnicamente empatados na primeira posição. A margem de erro é de três pontos percentuais. Nas três simulações, os entrevistados indecisos variam de 19% a 24%, e os que dizem que vão votar nulo, branco ou que preferem a abstenção vão de 14% a 22%. Além disso, 68% afirmam que podem mudar o voto para o Senado. 

Alvaro Dias, que disputou a eleição presidencial em 2018, também lidera o quadro de potencial de votos: 52% dos eleitores afirmam que conhecem e podem votar no ex-senador. O indicador de rejeição é liderado por Gleisi com 60%. O pré-candidato do MDB pontua de 16% a 22% em todos os grupos ideológicos, da direita à esquerda, e também entre os eleitores independentes. Apesar da liderança, Dias não confirma que será candidato ao Senado, decisão que deve ser anunciada na convenção do MDB no próximo domingo (2). Ele defende uma coligação com o PSD de Ratinho Junior.

  • Metodologia: 1.104 entrevistados pela Quaest de 21 a 25 de julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-04818/2026. 

Marina Silva, Tebet e Marçal largam na frente na pesquisa para o Senado em SP

As ex-ministras do governo Lula e ex-candidatas à Presidência da República Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) estão tecnicamente empatadas na primeira colocação da última pesquisa Genial/Quaest em São Paulo. Nos dois cenários estimulados, Marina tem 14% da preferência dos eleitores, seguida por Tebet, que oscila entre 12% e 11%. A margem de erro no levantamento paulista é de dois pontos percentuais.

A ex-ministra do Planejamento aparece na segunda posição, tecnicamente empatada com o ex-candidato a prefeito de São Paulo Pablo Marçal (União Brasil), que pontuou com 9% em ambos os cenários. Marçal está inelegível por duas condenações na Justiça Eleitoral, mas a sigla pode lançar o nome do empresário e influenciador caso a situação seja revertida. Marina e Marçal são os mais rejeitados com 49% e 45% de eleitores que afirmam conhecê-los e não votar neles, respectivamente.

Sem ele, outros nomes da direita devem crescer durante a campanha, entre eles Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), pré-candidatos apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Na pesquisa, Derrite oscila de 7% para 8%, tecnicamente empatado com Marçal e Tebet no segundo cenário. Prado tem 5% nas duas simulações. Entre os eleitores da “direita não bolsonarista”, o segundo cenário apresenta empate em 20% entre Derrite e Marçal, sendo que o ex-candidato a prefeito de São Paulo tem a preferência do eleitor “bolsonarista” com 23%, enquanto Derrite soma 17%.

Os números de indecisos e votos brancos, nulos e de eleitores que preferem não votar se repetem: 21% e 20%, respectivamente. Além disso, 54% afirmam que podem mudar o voto. 

  • Metodologia: 1.650 entrevistados pela Genial/Quaest de 23 a 27 julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº SP-04846/2026.       

Ex-prefeita do PT e Aécio Neves aparecem na frente na pesquisa para o Senado em Minas Gerais

A pesquisa Genial/Quaest de Minas Gerais simulou quatro cenários estimulados. Em três deles, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e o ex-governador Aécio Neves (PSDB) estão tecnicamente empatados na primeira colocação. Enquanto Campos oscila entre 18% e 20% das intenções de voto, Neves tem 16% da preferência do eleitorado nos três cenários.

O deputado federal e presidente nacional tucano aparece tecnicamente empatado com os pré-candidatos Carlos Viana (PSD), Marcelo Aro (PP) e Domingos Sávio (PL), dependendo do cenário. A petista lidera o quarto cenário com 19% sem Aécio Neves, que tem o maior índice de rejeição (52%). Apesar do histórico de oposição a Lula e à ex-presidente Dilma (PT), o tucano pontua entre eleitores “lulistas” e no grupo chamado pelo instituto de “esquerda não lulista”.

Além de Sávio, o levantamento testa os nomes de outros dois cotados pelo  PL — Eros Biondini e Pastor Edésio de Oliveira —, o que aponta para a indefinição pela segunda vaga. Questionados sobre o grau de definição, 64% dos mineiros afirmam que podem mudar o voto para o Senado.

  • Metodologia: 1.482 entrevistados pela Quaest entre os dias 22 e 26 de julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S/A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº MG-03490/2026.

Benedita da Silva e Crivella são os mais citados na pesquisa no Rio

O recall eleitoral de antigos mandatários também se reflete na pesquisa ao Senado no Rio de Janeiro. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, a ex-governadora Benedita da Silva (PT) e o ex-prefeito carioca Marcelo Crivella (Republicanos) estão tecnicamente empatados nos dois cenários estimulados. A petista tem 11% e 12% das intenções de voto, enquanto o bispo evangélico aparece com 8% e 9%.

Crivella está tecnicamente empatado na segunda posição com Carlos Portinho (PL), Márcio Canella (União Brasil), Alessandro Molon (PSB), Mônica Benício (PSOL), Pedro Paulo (PSD) e Waguinho (Republicanos), que oscilam entre 3% e 4% das intenções de voto nos dois cenários. A soma de indecisos, votos nulos ou brancos e os entrevistados que não pretendem votar é de 59% e 61% nas simulações.

O vácuo na direita fluminense foi provocado pela inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro (PL), que deixou o governo em março para disputar o Senado, mas foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político nas eleições de 2022. Nos últimos meses, ele também foi alvo das operações Sem Refino e Compliance Zero. Assim, o senador Portinho assumiu o posto na chapa, que ainda tem Canella na coligação com o União Brasil. O ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) foi alvo da operação Unha e Carne no início deste mês.

  • Metodologia: 1.200 entrevistados pela Quaest entre os dias 21 e 25 de julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S/A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº RJ-02671/2026.

Rio Grande do Sul tem empate técnico entre cinco pré-candidatos e maior grau indefinição

A pesquisa Genial/Quaest aponta para um empate técnico entre cinco pré-candidatos ao Senado para as duas cadeiras do Rio Grande do Sul. O instituto realizou apenas um cenário estimulado com o eleitorado gaúcho.

De acordo com o levantamento, Manuela D'Ávila (PSOL) aparece com 12% das intenções de voto, seguida pelo ex-governador Germano Rigotto (MDB) e pelo petista Paulo Pimenta, ambos com 9%. Os deputados federais Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL) têm a preferência de 7% e 6% do eleitorado, respectivamente. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. D'Ávila lidera a rejeição com 42%.

Segundo a pesquisa, 39% dos gaúchos entrevistados afirmam estar indecisos, o maior percentual entre os estados pesquisados. Além disso, 62% dizem que podem mudar o voto para o Senado, o que também representa o maior grau de indefinição da nova rodada da Genial/Quaest.

  • Metodologia: 1.104 entrevistados pela Quaest entre os dias 24 e 28 de julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S/A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº RS-04790/2026.  

Ex-primeira-dama lidera corrida ao Senado em Goiás

Esposa do pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), a ex-primeira-dama de Goiás Gracinha Caiado (União Brasil) lidera a pesquisa para o Senado. De acordo com o levantamento, Gracinha tem 20% da preferência dos goianos no único cenário estimulado pela Quaest. Vanderlan Cardoso (PSD), Zacharias Calil (MDB), Gustavo Gayer (PL) e Gustavo Mendanha (PRD) estão tecnicamente empatados na segunda colocação.

A Quaest aponta que 31% dos goianos estão indecisos e 12% pretendem votar em branco, nulo ou optar pela abstenção nas urnas. Além disso, 61% dos entrevistados afirmam que podem mudar o voto para o Senado. 

  • Metodologia: 1.104 entrevistados pela Genial/Quaest de 24 a 28 de julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº GO-01701/2026.

Ex-governador aliado de Lula e deputado do PL disputam Senado no Pará

O ex-governador paraense Helder Barbalho (MDB) lidera três cenários no estado do Pará, conforme a pesquisa Genial/Quaest, com índices entre 21% e 23% das intenções de voto. O deputado federal Éder Mauro (PL) oscila entre 14% e 15%, tecnicamente empatado na segunda colocação com Zequinha Marinho (Podemos) em três simulações estimuladas. No quarto cenário, Mauro alcança o empate técnico com Barbalho no limite da margem de erro de três pontos.

A disputa entre o parlamentar e o ex-governador reproduz a polarização das eleições presidenciais. Barbalho é o preferido do eleitorado petista, de acordo com a pesquisa, sendo que 53% de “lulistas” e 69% da “esquerda não lulista” afirmam que vão votar no pré-candidato do MDB no cenário estimulado mais equilibrado. Na mesma simulação, o deputado do PL tem a preferência de 45% dos eleitores da “direita não bolsonarista” e de 40% entre os “bolsonaristas”.

Barbalho e Mauro são os mais rejeitados pelo eleitorado paraense com empate em 38%. Questionados sobre o grau de definição, 57% dos entrevistados afirmam que podem mudar de voto.

  • Metodologia: A pesquisa Quaest entrevistou 900 pessoas entre os dias 21 e 25 de julho. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº PA-04548/2026. 

Cid Gomes e Capitão Wagner lideram no Ceará

O senador Cid Gomes (PSB) e o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) lideram dois cenários estimulados pela Genial/Quaest para as duas cadeiras no Ceará. Gomes tem 23% e 21% das intenções de voto, enquanto Wagner mantém 16% nas simulações. No terceiro cenário, o pré-candidato do União Brasil repete o percentual e aparece tecnicamente empatado com Eunício de Oliveira (MDB), que tem 10%.

Cid Gomes conta com o apoio de Lula e do governador petista Elmano de Freitas. A chapa de oposição é encabeçada pelo irmão do senador, o pré-candidato ao governo Ciro Gomes (PSDB), que apoia Capitão Wagner e Alcides Fernandes (PL) para o Senado. O número de indecisos oscila entre 20% e 21%, enquanto os eleitores que afirmam que vão votar em branco, nulo ou optar pela abstenção variam de 17% a 22%. Além disso, 57% do eleitorado cearense admitem a possibilidade de mudar o voto.

Metodologia: 1.002 entrevistados pela Quaest entre os dias 24 e 28 de julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S/A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº CE-09277/2026.

Marília Arraes lidera disputa pelo Senado em Pernambuco

A ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) lidera os quatro cenários estimulados pela Quaest com 19% a 21% das intenções de voto no estado de Pernambuco. O senador Humberto Costa (PT) e o deputado federal Mendonça Filho (PL) estão tecnicamente empatados na segunda posição. Enquanto o petista tem 12% e 13%, o aliado de Flávio Bolsonaro pontua com 8% nos dois primeiros cenários. Sem o pré-candidato do PL, o petista se consolida em segundo lugar, atrás da companheira de chapa.

Entre os quatro cenários, o número de indecisos atinge até 24%. O índice de eleitores que afirmam que vão votar em branco, nulo ou que preferem a abstenção oscila entre 22% e 25%. Além disso, 53% dos entrevistados dizem que podem mudar de voto. Apesar da indefinição, a pesquisa indica que a direita terá um desafio maior em Pernambuco em relação aos demais estados. Segundo o levantamento, 47% preferem candidatos aliados de Lula e 16% têm preferência por nomes ligados a Bolsonaro; independentes são 33%.

  • Metodologia: A pesquisa Quaest entrevistou 900 pessoas entre os dias 22 e 26 de julho. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº PE-09649/2026.  

Ex-governadores petistas lideram pesquisa para o Senado na Bahia

Os ex-governadores da Bahia Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) lideram os dois cenários estimulados ao Senado na pesquisa Genial/Quaest. Ex-chefe da Casa Civil de Lula, Costa tem 22% da preferência do eleitorado baiano nas duas simulações, empatado tecnicamente, no limite da margem de erro, com Wagner. O ex-líder do governo no Senado tem 16% em ambos cenários. Os números de indecisos e de votos brancos, nulos e de eleitores que preferem não votar também se repetem: 22% e 24%, respectivamente, nos levantamentos estimulados

Wagner é o mais rejeitado no estado com 45%, sendo que o indicador cresceu seis pontos percentuais entre abril e julho. Nesse período, o senador petista foi alvo da operação Compliance Zero, que investiga o esquema do Banco Master, liderado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Assim como no estado de Pernambuco, 47% do eleitorado baiano preferem aliados de Lula como senadores. 

  • Metodologia: 1.200 entrevistados pela Quaest de 23 a 27 de julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BA-02331/2026.

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