Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Brasileiro

A obra de Keirrison, segundo o K9

No dia em que completa 20 anos, atacante descreve cada um dos seus 20 gols no Nacional e avisa que quer tomar de Kléber Pereira a artilharia da competição

Keirrison encobre Rogério Ceni, no gol que ele considera especial. O artilheiro define seu estilo na busca pelo gol: “Não sou de ficar driblando. Quando posso, já chuto mesmo.” | Valterci Santos/Gazeta do Povo
Keirrison encobre Rogério Ceni, no gol que ele considera especial. O artilheiro define seu estilo na busca pelo gol: “Não sou de ficar driblando. Quando posso, já chuto mesmo.” (Foto: Valterci Santos/Gazeta do Povo)

O faro de gol de Keirrison é inspirado em Romário, aperfeiçoado com muito treino e dicas dos técnicos que já o comandaram, mas nem o K9 esconde que tudo começou com os ensinamentos do pai. Seu Adir Carneiro, que vive em Campo Grande (MS), foi atacante do Operário-MS na década de 80. "Foi meu técnico até os 14 anos. Aprendi muito com ele", diz o goleador, autor de 20 gols no Brasileiro deste ano.

No dia em em que completa 20 anos, hoje, o K9 descreve para a Gazeta do Povo, de cabeça, sem precisar recorrer muito à memória, cada uma dos seus gols neste Nacional. E mandou um recado para Kléber Pereira, artilheiro com 21 bolas na rede e apenas espectador na última rodada: "Não desisti de ser o artilheiro do campeonato. Ainda tem mais um jogo e vou lutar até o fim".

1.º – 4 x 0 Portuguesa

"Peguei de primeira o rebote de uma falta que o Marlos cobrou na barreira. Fiquei muito feliz. Era só meu segundo jogo após longo período machucado."

2.º – Goiás 2 x 2

"Peguei ainda mais confiança com mais um gol logo no jogo seguinte. Foi um lance difícil, bati de primeira de fora da área, no canto do goleiro."

3.º – Atlético-MG 3 x 2

"Pênalti só perdi um neste ano, na Copa do Brasil. Tive muita tranqüilidade naquele jogo. Pena que fizemos 2 a 0 e deixamos virar."

4.º – Náutico 1 x 2

"O professor (Dorival Júnior) havia combinado comigo de me deixar no banco e que eu seria titular no outro jogo. No gol da vitória, arranquei do meio-de-campo e torci para o Henrique Dias me ver na área. Ele me deu um passe preciso e eu chutei rápido."

5.º, 6.º e 7.º – Santos 1 x 3

"Um cara novo como eu marcar três vezes na Vila Belmiro e no dia em que completava 100 jogos pelo Coritiba foi demais. Cobrando falta (o único dessa maneira como profissional) abri o placar. No segundo aproveitei um rebote do goleiro e no terceiro fiz de cabeça."

8.º – Vasco 0 x 2

"Foi de cabeça, em um cruzamento do Ricardinho. Falam que tenho de aprimorar o cabeceio, mas nem vem muita bola pelo alto para mim. Não sou trombador, sou de bola no chão. Pelas poucas bolas que vem, acho meu aproveitamento bom."

9.º e 10.º – 3 x 0 Sport

"O primeiro foi de pênalti. O goleiro espalmou, mas fiz no rebote. Já no segundo tive de pensar rápido em um passe do Marlos. Só dei um toquezinho na saída do goleiro."

11.º – 3 x 0 Figueirense

"O zagueiro recebeu do goleiro, foi tocar para o outro zagueiro e eu estava esperto. Cheguei primeiro, chutei, o goleiro rebateu e na sobra eu driblei o goleiro e fiz."

12.º – 2 x 2 São Paulo

"Esse gol foi especial. O Rogério Ceni parece um jogador de linha, está sempre adiantado. O Rodrigo Heffner cobrou rápido um lateral e eu percebi que dava para tocar por cobertura. Muito bom marcar em um cara consagrado."

13.º e 14.º – Fluminense 2 x 3

"Eu e o Ariel fizemos um xis na área e no cruzamento do Heffner a bola sobrou no segundo pau. Chutei primeiro na trave e depois fiz o gol. Já no segundo, é o lance que considero o mais difícil. Fiquei na cara do goleiro e aí a responsabilidade é toda minha. O João Henrique apertou o Tartá e ele tocou para trás. Eu estava de fininho pensando o que o zagueiro iria fazer e ele havia saído do lance antes de o Tartá tocar para trás."

15.º e 16.º – 4 x 2 Inter

"Estávamos perdendo e o empate foi importante, em um lance que o Ariel dominou meio errado e eu aproveitei para chutar. No segundo a bola sobrou no segundo pau e eu chutei duas vezes para fazer."

17.º, 18.º, 19.º e 20.º – 5 x 1 Santos

"O primeiro gol foi o mais difícil. bati cruzado em um belo passe do Marlos. Já o segundo acompanhei uma arrancada do Arílton e chutei de primeira depois do passe dele. Não sou de ficar driblando. Quando posso, já chuto mesmo. Depois ainda fiz mais um de pênalti e outro depois de uma jogada do Ricardinho. Trombei na trave e machuquei a canela, mas o que vale é que a bola entrou. Foi mesmo um dia especial."

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.