O projeto da ginástica em Curitiba não está mais ameaçado e ainda deve crescer. O Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), sediado na capital, fechou um apoio com o governo estadual e o grupo empresarial LiveWright. A parceria foi firmada em uma reunião na quarta-feira e prevê patrocínios para a modalidade e a criação de 30 centros de treinamentos distribuídos pelo estado. O investimento ainda não teve o valor revelado e foca a preparação para os Jogos Olímpicos de 2020.
O anúncio veio cerca de dez dias após a Federação Paranaense de Ginástica (FPRG) receber o comunicado oficial da Confederação Brasileira da modalidade (CBG) de que não receberia mais o patrocínio anual de R$ 437 mil da Caixa Econômica Federal (CEF) para manter as atividades do Cegin.
O governo estadual deve incrementar a atual estrutura usada no bairro Capão da Imbuia com reformas, implantação de sistema de calefação e construção de piscina térmica. Já o grupo empresarial vai investir na contratação de profissionais para desenvolver a ginástica artística, além de criar os centros de excelência distribuídos pelo estado, com o propósito de descobrir novos talentos. Os planos também contemplam outras modalidades, como o ciclismo e a canoagem.
O projeto final do investimento será anunciado em maio. "Certamente será algo melhor do que o patrocínio da Caixa", afirma com alegria a diretora técnica da FPRG, Eliane Martins. "Os empresários querem ajudar o esporte e também reforçar a cidadania. A ideia é que isso não seja pontual, mas que também deixe legado para o país", elogia. Eliane conta ainda que haverá uma parceria com a prefeitura de Curitiba, para cuidar do transporte de crianças para o treinamento no Cegin.
Entenda o caso
Entre 2007 e 2010 a CBG repassava a verba do patrocínio para o Cegin, que ficou de fora em 2011. Procurada pela reportagem, a CBG não explicitou o motivo da exclusão do Cegin e afirmou que neste ano a prioridade são trabalhos de preparação dos atletas para competições.



