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Atletiba vale taça, virada, vantagem e redenção

Para o Coxa, vitória vale título e limpa a barra com a torcida, mas empate já encaminha conquista. Só um triunfo mantém o Atlético na rota do bi

Jéci, zagueiro do Coritiba, deve ter Pereira novamente ao seu lado e será o responsável por erguer a taça se o título for decidido hoje | Antonio Costa/ Gazeta do Povo
Jéci, zagueiro do Coritiba, deve ter Pereira novamente ao seu lado e será o responsável por erguer a taça se o título for decidido hoje (Foto: Antonio Costa/ Gazeta do Povo)
Bruno Mineiro, artilheiro do campeonato, tem seu retorno mantido sob sigilo, mas deve reaparecer no ataque ao lado de Javier Toledo |

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Bruno Mineiro, artilheiro do campeonato, tem seu retorno mantido sob sigilo, mas deve reaparecer no ataque ao lado de Javier Toledo

De um lado a necessidade da vitória; do outro, a busca por redenção. É o que caracteriza o Atletiba 344, hoje, às 15h50, no Couto Pereira. Para o Atlético seguir com chances de ser bicampeão, só vale a vitória. Ao Coritiba, um triunfo garante o título antecipado e mesmo o empate encaminha a conquista para o jogo com o Cascavel, no próximo fim de semana.

Título que remedeia, ao menos em parte, a tragédia de dezembro de 2009, quando o torcedor alviverde viu o time ser rebaixado no ano do centenário do clube e, atônito, acompanhou selvagens invadirem o gramado. "Quando a gente caiu, a base inteira, o clube inteiro sentiu", conta o prata da casa Marcos Paulo, que pode ser campeão já na primeira temporada como profissional. "Eu sempre falo que estou vivendo um sonho".

Se o drama coritibano foi maior, a angústia atleticana não fica tão atrás. Afinal, a equipe quase acompanhou o rival na queda para a Série B, não vence um Atletiba há dois anos e, ano passado, comemorou um título meio ofuscado pelos 4 a 2 que levou em casa do arquirrival. "Está faltando esse jogo fora de casa, essa vitória fora de casa para comprovar que esse elenco tem qualidade", afirma o volante Chico, mais uma vez escalado para formar o trio defensivo com Manoel e Rhodolfo.

Arma antiga no futebol, o mistério andou pelo CT da Graciosa durante a semana. Recuperado de uma lesão que poderia tirá-lo do campeonato, Pereira passou a ser opção para o técnico Ney Franco. Há quem diga que, pendurado com dois cartões, o zagueiro deu lugar a Demerson na rodada passada para se preparar para o clássico. O Coxa refuta a boataria. "É uma decisão ainda a ser tomada", resume Franco.

Silêncio adotado também na Baixada. Apesar das evidências, Le­­andro Niehues não crava a presença do artilheiro Bruno Mineiro entre os titulares – o centroavante atravessa a fase final da recuperação de uma entorse no tornozelo esquerdo. Pratas da casa, Marcelo e Patrick estão de sobreaviso. "Per­­gunta se o Ney revelou quem vai jogar?", desconversa o treinador, em campanha para ser efetivado no comando do Furacão no Bra­­sileiro. "Sinceramente, não penso nisso. Não me sinto pressionado".

Há, ainda, outros detalhes que separam os clubes no clássico de hoje. Todos com chance de influenciar o resultado final. Enquanto o Furacão lutava em São Paulo pela Copa do Brasil contra o Palmeiras, contornando ainda os problemas desencadeados pelo xingamento racista de Danilo a Manoel, o Coritiba pôde pensar só no clássico. Muito se falou em descanso, o que Ney Franco rebate prontamente: "Não foi uma semana de descanso e sim de treinamento".

O treinador quer o time sufocando o Atlético desde o primeiro minuto. "Vamos jogar no limite o tempo todo, em busca da vitória". Triunfo que dá o título ao Coxa. São 32 anos desde a última vez em que isso aconteceu contra o rival em casa.

Tática diferente será adotada pelo Rubro-Negro, pelo menos é o que indica o discurso oficial de Niehues. "É um Atletiba, uma decisão. Temos que superar tudo. Jogo de final é diferente. Sei que lá também não viram tão soltos assim", revela, fazendo a opção pela cautela. "Só pensamos no Atletiba", completa o experiente Alan Bahia.

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