
A importância de Marcos Aurélio para o Coritiba e por que é tão difícil marcá-lo.
Espécie de reserva de luxo no ano passado, o atual camisa 10 coxa-branca se tornou peça-chave no esquema baseado na movimentação de um trio de baixinhos. Quando Marcos Aurélio está em um bom dia, a parceria com Rafinha e Renatinho flui com mais facilidade.
Trocando constantemente de posição com Rafinha, entre o ataque e o setor de armação, saem dele as principais jogadas individuais e chutes a gol, além de cobranças de faltas e pênaltis apesar de essa última responsabilidade ser o seu calcanhar de Aquiles na temporada.
As duas penalidades máximas desperdiçadas em jogos importantes, aliás, foram a deixa para o técnico Ney Franco demonstrar a confiança que tem no jogador. Depois de Marcos Aurélio parar no goleiro Juninho no clássico com o Paraná, na abertura do ocotognal decisivo, e na trave nos acréscimos da derrota para o Avaí, pela Copa do Brasil, o treinador se apressou a bancá-lo. "O próximo pênalti é ele quem vai bater. Quem conhece a carreira do atleta entende", avisou.
Três jogos se passaram e a bola ainda não foi para a marca da cal. No primeiro, o atacante acusou o baque, não participando muito na vitória sobre o Paranavaí. Contra o Iraty, porém, foi decisivo. Quando o adversário empatou e o Coxa se via ameaçado, foi dele o gol que deu tranquilidade novamente à equipe.
Nos Atletibas, se acostumou a balançar a rede do ex-clube. Marcou um de pênalti na vitória por 4 a 2 no Paranaense do ano passado, na Arena. Outro gol deu a vitória por 3 a 2 ao Coxa nos acréscimos do duelo pelo Brasileiro, no Couto Pereira. Já em 2010, empatou o jogo da primeira fase do Paranaense, na Baixada, cobrando falta.
3 jogos fundamentais
O capitão Jéci escolhe as partidas que fizeram do Coritiba o que o time é hoje no Estadual.
Coritiba 2 x 0 Serrano
"O primeiro jogo, contra o Serrano, por causa da confiança que precisávamos."
Vindo de um rebaixamento no Brasileiro e de toda a confusão no último jogo de 2009, o Coritiba via a vitória na estreia como fundamental. Jogando na Vila Capanema, devido à interdição de seu estádio, venceu o Serrano por 2 a 0, gols de Ariel e Rafinha. Foi a primeira de sete vitórias seguidas na arrancada no Paranaense.
Atlético 1 x 1 Coritiba
"O desempenho da equipe no Atletiba foi ótimo."
O clássico da primeira fase é lembrado pelos jogadores alviverdes porque o time dominou completamente o primeiro tempo, mesmo na Arena. Curiosamente, tomou o gol em um dos poucos lances ofensivos do Atlético. O Coxa teve de correr atrás do empate e conseguiu em uma bela cobrança de falta de Marcos Aurélio.
Coritiba 1 x 0 Paraná
"Pela dificuldade imposta e porque tínhamos de confirmar a vantagem."
Os benefícios do supermando quase caíram por terra na primeira rodada do octogonal. Marcos Aurélio chegou a perder um pênalti no início do segundo tempo, mas o gol salvador saiu aos 41 minutos do segundo tempo. Ariel veio do banco para assegurar a suada vitória por 1 a 0.





