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Brasileiro

Atlético joga no Café sob o olhar de Antônio Lopes

Após fracassos com Leão, Cuca e Bonamigo, clube aposta pela 4ª vez no Delegado, que vê hoje o jogo com o Flu e estreia contra o Cruzeiro

Riva de Carli e Paulo Baier conversam no gramado do Estádio Café: o meia disse existir um pacto dentro do elenco para evitar o rebaixamento do Atlético | Valterci Santos, enviado especial/ Gazeta do Povo
Riva de Carli e Paulo Baier conversam no gramado do Estádio Café: o meia disse existir um pacto dentro do elenco para evitar o rebaixamento do Atlético (Foto: Valterci Santos, enviado especial/ Gazeta do Povo)

Londrina - O novo treinador do Atlético es­­­tará no Estádio do Café para o jogo de hoje, às 16 horas, contra o Fluminense. Não será no banco de reservas, como a diretoria es­­perava. Também não será E­­merson Leão, Cuca ou Paulo Bo­­namigo, profissionais com quem o clube chegou a negociar.

Antônio Lopes, 68 anos, velho conhecido dos rubro-negros, terá a missão de tirar o time da zona de rebaixamento e acalmar uma se­­mana de crise intensa na Baixada. Acompanhado de seu filho e auxiliar técnico, Antônio Lopes Júnior, ele voa hoje pela manhã do Rio pa­­ra Londrina. Assistem ao jogo no Café e assumem o comando do ti­­me a partir de amanhã. A estreia se­­rá quarta-feira, contra o Cru­­zeiro, no Mineirão.

"Experiência, autoridade e ca­­ráter de vencedor são três características que o Lopes tem", enumerou o diretor de futebol Ocimar Bolicenho, garantindo não ter contratado um técnico ultrapassado. "Compensa a jovialidade do filho, uma pessoa totalmente atualizada, que estava com o Vanderlei Lu­­xemburgo no Palmeiras."

Ultrapassado talvez não, mas provavelmente enferrujado. O último jogo em que Lopes trabalhou foi no dia 6 de agosto do ano passado: Vasco 0 x 2 Coritiba, em São Januário. A volta ocorrerá um dia antes de completar um ano de inatividade.

Lopes treinou o Rubro-Negro em 2000, 2005 e 2007. É na segunda passagem, com o vice-campeonato na Libertadores e uma arrancada que levou o time ao sexto lu­­gar do Brasileiro, que está a inspiração para o retorno.

"Estamos muito motivados. Es­­sa situação do Atlético lembra muito 2005, quando pegamos o time zerado no Brasileiro e fomos vice da Libertadores", comentou Lopes Júnior, por telefone.

Lopes não era o nome preferido da diretoria. Ainda na quarta houve o contato com Leão, que recusou por questões particulares. De­pois o alvo passou a ser Cuca, mais inclinado a atender uma oferta do exterior. Por fim, Paulo Bo­­namigo, hoje na Portuguesa, chegou a acertar salário, mas não houve acordo para que a diretoria da Lusa abrisse mão da multa rescisória.

Assim, a fama de durão colocou o Delegado na parada. Ele encontrará um grupo do qual acabam de ser afastados cinco jogadores. Mais uma peso para uma equipe que não vence há cinco partidas, mas fez um pacto para fugir do rebaixamento.

"Não posso dizer exatamente o que é, mas é um planejamento nosso visando vitórias", afirma o meia Paulo Baier.

Hoje, o Atlético terá alguns obstáculos a superar. Além da má fase, pesam o gramado (certamente castigado pelos jogos Portuguesa x Serrano, ontem à noite, e Londrina x Chapecoense, na preliminar) e o desespero do Fluminense, com apenas um ponto ganho no mês de julho.

O volante Diguinho e o lateral-direito Ruy cumpriram suspensão e voltam ao time carioca.

Ao vivo

Atlético x Fluminense, às 16 horas, na RPC TV, no PFC e no tempo real aqui na Gazeta do Povo.

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Em Londrina

Atlético

Galatto; Nei, Rhodolfo e Bruno Costa; Raul, Valencia, Paulo Baier, Wesley e Márcio Azevedo; Marcinho e Wallyson

Técnico: Riva Carli

Fluminense

Fernando Henrique; Edcarlos, Luiz Alberto e Dalton; Ruy, Wellington Monteiro, Maurício (Roni), Diguinho, Conca e Dieguinho; Kieza

Técnico: Renato Gaúcho

Estádio: Do Café. Horário: 16 horas. Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa/RS). Auxs.: Carlos Berkenbrock (Fifa/SC) e José Javel Silveira (RS)

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