
Los Cardales, Argentina - À exceção de Kaká, ainda nos planos do técnico Mano Menezes, a força máxima da seleção está na Argentina para a Copa América. O que dá mais esperanças aos jogadores de se manter no grupo até a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, desafiando números nada animadores. O país conquistou os dois últimos títulos continentais. Apesar disso, do torneio de 2007 para o Mundial de 2010, permaneceram apenas dez jogadores, menos da metade dos eleitos por Dunga. Entre 2004 e 2006 o corte foi ainda maior: somente seis resistiram com Carlos Alberto Parreira.
A volta de jogadores como Júlio César, Lúcio e Kaká, que não estiveram na Venezuela, fechou a porta para outros na Copa do ano passado. O meia Diego, por exemplo, que começou como titular em 2007, se queimou e não voltou a ser chamado. Mas Dunga valorizou quem o ajudou três anos antes, optando inclusive pelas impopulares convocações de Doni e Júlio Baptista.
No ciclo anterior o mais frustrado foi o meia curitibano Alex, então no Cruzeiro, clube pelo qual havia sido o melhor jogador na conquista do Brasileiro de 2003. Enquanto ele amargou ficar fora dos planos de Parreira depois, o atacante Adriano foi quem mais saiu fortalecido, indo para a Copa seguinte como um dos grandes nomes ao lado de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos e companhia, que não passaram pelos estádios peruanos.
"Às vezes vence um grupo mais circunstancial, no qual a projeção não é tão grande para a Copa", afirma Mano Menezes, que já pensa em ir ganhando entrosamento para 2014.
Plano que anima os jogadores. "Esperamos fazer uma boa Copa América e nos entrosarmos ainda mais até chegar na Copa do Mundo", diz o volante Ramires. "Queremos vencer para continuar na seleção até a Copa. No Brasil a gente sabe que precisa de resultados", acrescenta o meia Elano, um dos reservas, ou seja, teoricamente mais à perigo.
Boa parte dos jogadores depende da continuidade de Mano. A notícia animadora para eles é que o último treinador a deixar o cargo entre uma Copa América e um Mundial foi Carlos Alberto Parreira, em 1983.
A maioria se apoiou no título sul-americano: Sebastião Lazaroni em 1989, Zagallo em 1997, o próprio Parreira em 2004 e Dunga em 2007. As exceções foram Parreira em 1993 e Felipão em 2001 coincidentemente, nos anos seguintes aos fracassos continentais a seleção foi tetra e penta mundial.



