Em casa: Santos espera contar com a pressão dos torcedores contra os bolivianos para avançar na competição continental| Foto: Yasuyoshi Chiba/ AFP

Bolivianos falam em prender torcedor

O Bolívar informou ontem que investiga para saber quem foi o responsável por ter arremessado um objeto no rosto de Neymar. No segundo tempo da derrota em La Paz (2 a 1), o atacante foi atingido por algo lançado da direção das arquibancadas.

"Junto com a polícia, estamos analisando as imagens", disse Luis Montellano, assessor de imprensa do Bolívar. "O responsável por isso deve ser preso, de acordo com a lei boliviana."

A vitória do Bolívar traz uma pequena vantagem para o jogo de volta. Ao Santos, basta um triunfo simples por 1 a 0 para avançar às quartas de final da Libertadores.

Montellano lamentou a agressão a Neymar, mas isentou o clube de culpa no episódio, classificado como uma "estupidez". "Infelizmente, em qualquer lugar do mundo, há gente para cometer esse tipo de estupidez."

Após a partida, o técnico Muricy Ramalho disse que Neymar foi atingido por uma banana, o que o clube nega. "Na Bolívia, não temos muito esse tipo de racismo [contra negros], até porque no nosso time há três pessoas de cor", afirmou Montellano.

Durante o jogo, Neymar ficou irritado com os apupos da torcida e a marcação dos adversários. Apesar disso, uma pessoa próxima do atacante disse que ele não sabia que tipo de objeto o havia atingido.

Folhapress

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O pedido do técnico Muricy Ramalho foi atendido pela cúpula santista: o jogo de volta pelas oitavas de final da Libertadores, contra o Bolívar, no dia 10 de maio, está confirmado para a Vila Belmiro, descartando a possibilidade de jogar no Pacaembu. A diretoria entende que o prejuízo nas bilheterias será compensado pela classificação do time às quartas de final.

Muricy, revoltado com os atos de hostilidade dos torcedores bolivianos contra os jogadores santistas, pediu a marcação do jogo para a Vila Belmiro e quer que o estádio se transforme num autêntico caldeirão para pressionar o Bolívar. Com a derrota por 2 a 1, na noite de quarta-feira, na altitude de La Paz, o Santos precisa da vitória simples para avançar na competição.

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"A nossa torcida tem de pressionar eles bastante lá [na Vila Belmiro], porque precisamos ganhar o jogo", disse Muricy, após a segunda derrota santista em La Paz nesta edição da Libertadores – na fase de grupos, perdeu para o The Strongest. "Como nossos jogadores não sabem brigar, vão só jogar futebol. O resto fica para a torcida", completou o treinador santista.

Muricy reclamou muito das pancadas que Neymar levou dos marcadores adversários e do risco que o atacante correu de se machucar seriamente com os inúmeros objetos que foram jogados na direção dele. "Perder o jogo, tudo bem. O que não dá para aceitar é o que eles [torcedores] fizeram. Infelizmente, a Conmebol não toma nenhuma providência. Jogaram até a banana no Neymar", denunciou o técnico.

Na esperança de que o time voltasse da Bolívia com pelo menos o empate, o Santos faria uma grande festa no Pacaembu no jogo de volta das oitavas de final. A diretoria usaria o argumento de sempre de que é preciso olhar também para o grande contingente de torcedores santistas da capital e Grande São Paulo. Mas, como o Bolívar poderia se sentir mais confortável no Pacaembu, o duelo foi confirmado para a Vila Belmiro.

Ficou decidido também que o Santos vai enviar um documento à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) expondo os atos de selvageria contra os atuais campeões da Libertadores no Estádio Hernando Siles.

O presidente Luis Alvaro ficou indignado com a atitude de um torcedor que atirou uma banana na direção de Neymar. "Foi um ato de racismo, sim", concluiu o dirigente do Santos.

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