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Paranaense

Candidato a ídolo

Em 2010, Leonardo reergueu a carreira no Coritiba. Agora pensa em conquistar de vez a torcida, mas sabe que, além de gols, precisará de títulos

Com um visual mais comportado que a geração anterior, o 300C é a principal novidade da Chrysler | Divulgação
Com um visual mais comportado que a geração anterior, o 300C é a principal novidade da Chrysler (Foto: Divulgação)
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Foz do Iguaçu - Depois de "ressurgir" no ano passado, quando se transferiu do Avaí para o Coritiba, o atacante Leonar­­do quer mais. Mesmo sem traçar uma meta de gols, o jogador projeta 2011 como o melhor ano da car­reira e revela objetivos claros: cativar de vez a torcida, conquistar títulos e, se possível, virar ídolo.

A missão não é simples para o mineiro de 28 anos. Ele ainda precisa mostrar trabalho para fazer com que o torcedor esqueça a boa passagem – dentro de campo – do argentino Ariel Nahuelpán, último centroavante de destaque no clube. O gringo, que era idolatrado pela torcida, mas deixou o Alviverde pela porta dos fundos por causa de uma briga judicial, só contabiliza um título estadual. Leonardo, em menos tempo, já tem uma conquista nacional.

"Minha vontade é essa [virar ídolo]. Quero me firmar cada vez mais com a camisa 9, fazer gols, conquistar títulos. Para virar um ídolo não adianta só fazer gols, é preciso ganhar troféus", afirmou o atleta, dono de uma medalha de campeão da Série B em 2010.

Balançar a rede não foi problema para ele desde a chegada ao Al­­to da Glória. Contratado pelo Alvi­­verde em setembro, disputou 20 partidas e deixou sua marca em oito. Porém, para evitar polêmicas, Leonardo prefere falar pouco e fazer mais. "Se o clube fizer uma boa temporada, posso fazer até um número mínimo de gols. É claro que sem­­pre quero fazer um golzinho ou outro, mas o que vale é o conjunto", garante.

Além do estilo mineiro, mais contido, Leonardo também lembra do caso de um ex-companheiro para seguir sem promessas. No início do ano passado o atacante Vandinho, do Avaí, disse que iria marcar 40 gols na temporada. Resultado: fez 18 e "caíram matando em cima dele", brincou, citando a marca de 20 tentos na temporada como algo tangível.

Antes de voltar a Curitiba e tentar fazer história, no entanto, Leonardo precisou superar maus momentos. Após trocar o Paraná – time pelo qual se destacou nacionalmente – pelo Flamengo em 2007, passou a conviver com várias lesões. Operou o púbis e deveria se recuperar em três meses. Porém foi vítima de infecção hospitalar, passou por mais quatro cirurgias e ficou longe dos gramados por dois anos.

"A família é tudo nessa hora. Estava desacreditado. As pessoas falavam que eu não voltaria", re­­lembra, citando o importante apoio do presidente do Avaí, João Zunino, do médico do time catarinense, Luís Fernando Funchal, e de Luiz Alberto de Oliveira, dono da LA Sports, empresa parceira dos avaianos e do Coritiba.

Apesar de muita desconfiança no início, Leonardo só tem a comemorar a oportunidade que recebeu para se reerguer. Agora espera retribuir ao clube que o faz se sentir em casa. "O ambiente é muito bom, todo mundo se dá bem e isso é fundamental. Agradeço por terem acreditado em mim. Tenho tudo para fazer a melhor temporada da minha carreira."

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