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Brasileiro

CBF muda as regras e diminui o poder de barganha do Coritiba

Regulamento que proibia a transferência de jogadores da mesma divisão após disputar uma partida era trunfo do clube para manter ou lucrar com a liberação de Mancha e Marlos

Rodrigo Mancha ainda deve render uma compensação ao Coritiba, já que poderia disputar até 10 jogos pelo clube | Daniel Derevecki/Gazeta do Povo
Rodrigo Mancha ainda deve render uma compensação ao Coritiba, já que poderia disputar até 10 jogos pelo clube (Foto: Daniel Derevecki/Gazeta do Povo)

O Coritiba perdeu boa parte do seu poder de barganha nas negociações dos jogadores Marlos e Rodrigo Mancha – que têm seus contratos acabando respectivamente neste mês e em julho. Ontem, a Confederação Brasileira de Futebol recuou na decisão de impedir que jogadores que tenham entrado em campo pelo menos uma vez no Brasileiro não possam mais atuar na mesma competição por outro clube.

A regra que entraria em vigor na edição deste ano do Nacional era a única arma do Alviverde na tentativa de manter ou conseguir algo em troca das suas revelações. O Coxa ameaçava colocar os jogadores em campo já amanhã, contra o Palmeiras, para forçar os atletas a ficar no clube ou negociar uma saída antecipada.

A mudança de regra na qual os dirigentes do Alviverde se baseavam constava do regulamento que foi publicado no site oficial da entidade em dezembro do ano passado. Era uma das poucas alterações na competição de pontos corridos, disputada desde 2003. Até o ano passado, o atleta poderia disputar seis jogos por um clube da Série A, se transferir para outro e continuar jogando o Nacional. Isso continuará valendo neste ano.

"Estava lá desde dezembro para quem quisesse ver. Mas como ninguém lê o regulamento, os clubes ficaram surpresos e reclamaram. Então, a CBF vai voltar atrás neste ano, mas em 2010 não terá saída", afirmou o assessor da CBF, Rodrigo Paiva.

Nos últimos dias, o Alviverde havia tentado atrair vários atletas utilizando as revelações como moeda de troca. Wágner Diniz e André Lima, por exemplo, teriam sido sondados com dirigentes do São Paulo. A ideia era que, se o Tricolor paulista facilitasse a saída deles, o Alviverde poderia liberar Marlos antes do fim de seu contrato. Com o recuo da entidade, o clube não receberá nada pelo jogador – o vínculo dele acaba dia 24, e Marlos só poderia atuar em três partidas do Nacional.

No caso de Rodrigo Mancha, a situação é um pouco diferente. O atleta tem contrato até o dia 11 de julho, podendo atuar em dez partidas. Assim, se o Coritiba resolver escalá-lo em sete, Mancha não poderá atuar no Nacional pelo Santos, com quem tem um pré-contrato. Isso ainda dá esperanças de que o clube consiga mantê-lo até o fim do ano no Alto da Glória ou receba algum jogador em troca.

As negociações com o Peixe já começaram. O Alviverde tenta Triguinho, Molina ou Lúcio Flávio. A ideia era pressionar e tentar fechar o negócio hoje. Com a folga dada pelo regulamento, os santistas terão mais tempo para pensar.

Os dirigentes do Coritiba foram procurados, mas não foram atenderam os telefonemas da reportagem.

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