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A ausência de transparência na condução dos assuntos referentes às obras do Estádio Joaquim Américo gerou um clima de total desconfiança em todos os movimentos realizados pelo presidente do Atlético como condutor das gestões administrativa e financeira. Nunca a verdade foi posta na mesa com exatidão e credibilidade. A prometida transparência não passou de uma nuvem que chegou a foi embora sem ser notada. O clube deve satisfação à população. A obra está consumindo dinheiro público. Deixou de ser matéria de interesse exclusivo do Rubro-Negro.

Os impostos são recolhidos por contribuintes de todos os matizes, logo, qualquer cidadão, atleticano ou não, tem o direito de se manifestar sobre tantos imbróglios – atitude que não deverá ser tomada como intromissão indevida. Se o Atlético estivesse trabalhando apenas com recursos próprios, caberia somente aos órgãos da instituição a proposição de solução para os problemas identificados.

Como a realidade é outra, e bem diferente, a população como um todo tem o direito de questionar, especialmente os gastos com as obras e a contra­­tação de gestores dos trabalhos. Não se trata de ser contra as melhorias na Arena. É o direito de fiscalizar. A opção por fazer assim é do presidente atleticano. Mesmo seguidores fiéis ao clube, em diversos escalões, que ousam discordar, são expurgados por ordem presidencial. Próprio do regime autoritário implantado na Baixada.

Por determinação da Fifa, a cobertura do estádio ficou para depois da Copa. Em momento algum tal providência foi admitida nos intestinos atleticanos. A Secretaria Estadual da Copa foi sempre conduzida como uma extensão do clube. Há poucas horas o secretário disse enfaticamente que a Arena seria entregue totalmente pronta até o fim de dezembro deste ano. A situação mudou depois da intervenção da Fifa. Teto retrátil só após o evento mundial, pelo receio de que as obras não sejam terminadas no prazo. Reconheço que gostaria de ver a Arena coberta.

Quem tiver paciência, pesquise as edições passadas da Revista Paraná em Páginas. Solicitado pelo jornalista Candido Gomes Chagas, escrevi um editorial sobre a construção do Pinheirão com capacidade para 126 mil torcedores. Fui contra. Sugeri um estádio na faixa de 35 mil torcedores, coberto!

Usei o argumento sustentado pelas condições climáticas de Curitiba, muitas vezes adversas a qualquer espetáculo aberto. Lotação do estádio esgotada, eu pregava a venda do evento para a televisão transmitir inclusive para Curitiba. Tudo não passou de ideia de um jovem jornalista guiado pelo bom senso. Não adiantou. A ideia megalômana do Pinheirão gigante prosperou. Resultado: Pinheirão sempre um elefante branco. Lamentável, mas a Arena vai para a Copa sem ser concluída.

Culpa de outra megalomania. Antes de Milani; agora, de Petraglia. Afinal, de qual cofre sairá o dinheiro para terminar o estádio? A prefeitura já disse que os dados que possui, com base na legislação específica, são diferentes dos do Atlético.

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