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O Coritiba ficou sem concorrência no campeonato e prepara-se para conquistar o titulo jogando todas as partidas dentro de casa.

Neste turno, além do próprio mérito técnico, o Coxa foi beneficiado pela ineficiência dos adversários, com destaque ao Atlético que se transformou em caricatura de time de futebol e ao Paraná que encontra dificuldades para credenciar-se na disputa.

Na partida de ontem, o time de Ney Franco jogou com absoluta tranqüilidade, preferindo poupar-se a correr maiores riscos diante do desesperado Corinthians que, pelo jeito, enfrentará problemas para firmar-se no restante da competição.

Como perdeu o titulo para si mesmo na temporada passada, quando apresentou a melhor equipe do campeonato, mas tropeçou dentro do Alto da Glória, o Coritiba precisa encontrar motivação no octogonal decisivo para não ser surpreendido novamente.

Reagindo

Gramado ruim, chuva e pouca gente na Vila Capanema, mas ninguém pode negar que os jogadores do Paraná lutaram com bravura e fizeram por merecer a vitória.

O panorama tem sido triste nos últimos tempos e o próprio técnico Marcelo Oliveira já deve ter se convencido de que entrou numa barca daquelas, porém os profissionais vêm demonstrando exemplar dignidade.

Foi o que se viu ontem no arrastado jogo com o Nacional, durante o qual o Paraná resolveu o seu problema em curto espaço de tempo marcando os dois gols da justa vitória. O primeiro foi de oportunismo e no segundo Toscano finalizou com categoria.

Louve-se, também, o comportamento do Nacional que, mesmo rebaixado por antecipação, cumpriu o seu papel em um campeonato desmotivado e altamente deficitário.

Com a soma dos três pontos e a vacilada dos concorrentes, o time tricolor entrou na briga, reagindo na reta de chegada da classificação.

Regularidade

O Atlético manteve a regularidade que assinala sua campanha neste campeonato: continua jogando mal.

Apesar das promessas em nenhum momento o time de Antonio Lopes – agora de Leandro Niehues – conseguiu jogar bem nesta temporada.

Nem mesmo na extravagante goleada sobre o Serrano, diante da pobreza técnica do adversário. Mas ainda pode piorar ou, pelo menos, foi a impressão deixada no jogo em que o Furacão foi batido pelo Iraty.

Insistindo com a escalação dos mesmos jogadores que já mostraram insuficiência técnica para resolver o grave problema nas alas e, sobretudo, no meio de campo, o novo técnico deve ter ficado preocupado com a fragilidade do elenco colocado à sua disposição.

Outro fator que complicou a estréia de Niehues: a expulsão do argentino Toledo, que ainda não conseguiu mostrar nada de positivo como atacante para justificar a sua contratação e revelou-se incapaz de controlar os nervos provocando uma expulsão infantil.

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