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A seleção brasileira joga nos próximos dias, contra Irã e Ucrânia. Melhor que apenas treinar. Pena que Ganso e Neymar estejam ausentes.

Não entendo porque Mano Menezes prefere Jefferson, um bom goleiro, a Fábio, um goleiro excepcional.

Não concordo, mas entendo porque Mano Menezes convocou o lateral Adriano, reserva do Barcelona, e deixou Marcelo de fora, que já deveria ter ido ao Mundial deste ano. O motivo deve ser o mesmo que teve Dunga. Na convocação anterior, Marcelo foi dispensado por causa de uma contusão e teria treinado no Real Madrid no mesmo dia em que a seleção treinava em Barcelona.

Compreendo, mas espero que Mano Menezes, um técnico firme, cordial e com bom senso, não se transforme em um treinador rancoroso e autoritário, como Dunga.

Hernanes não foi chamado dessa vez. Ele brilha intensamente na Lazio, jogando de meia ofensivo. No São Paulo, diziam que ele não podia jogar nessa posição. Além disso, hoje, para um jogador habilidoso e driblador, como Hernanes, é mais fácil jogar bem na Europa que no Brasil.

Se ainda não é, Jucilei, que não foi convocado, tem muitas chances de se tornar melhor que Lucas e Sandro. Lucas, no Liver­­pool, me lembra Edu, reserva do Corin­­thians e que foi titular durante vários anos no Arsenal. Os dois se posicionam bem, marcam bem, dominam bem a bola e dão bons passes para os lados. É pouco para um volante da seleção brasileira. Lucas pode fazer mais do que isso.

Cada dia mais, formam-se no Brasil pouquíssimos excepcionais jogadores, raríssimos foras de série e um grande número de bons atletas, altos, fortes e para exportação. Dá para formar umas quatro boas seleções, mas, sem jogadores especiais, não dá para ter um time espetacular. Sempre foi assim. Foram alguns supercraques, auxiliados por bons conjuntos e bons jogadores, que fizeram a glória do futebol brasileiro.

Ética

Entrar para perder, como fez a seleção brasileira de vôlei, foi indigno, mas não surpreendente. Com frequência, isso e coisas parecidas acontecem em todos os esportes.

O esporte de alto rendimento nunca foi um bom lugar para se aprender e desenvolver os valores éticos. Com poucas exceções, os atletas, sem se importarem com os meios, correm atrás da glória e da fama. Já imaginou o número de atletas dopados se não houvesse o exame antidoping?

A coluna voltará a ser publicada no dia 31. Até lá.

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