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Emoção

Del Bosque exalta os 23 jogadores e diz que título prestigiou o espetáculo

Apesar de grandes atuações individuais da Fúria, técnico responsabiliza todos os atletas pela conquista inédita na África do Sul

Quando alguém lembrar da Espanha campeã mundial no futuro, certamente as imagens de Casillas fazendo grandes defesas, David Villa sendo o artilheiro, Xavi comandando o meio-campo ou Iniesta marcando o gol histórico na final serão as primeiras na memória. Mas o técnico Vicente del Bosque não quer isso: para o comandante do primeiro título da Fúria na Copa, todos os 23 jogadores são responsáveis e merecem reconhecimento.

Assim como o futebol jogado pela Espanha na África do Sul. Apesar de ser a campeã com pior média de gols da história do Mundial, a Fúria sempre buscou o ataque, foi a seleção que mais arriscou chutes e fez do toque de bola sua arma mortal. Para Del Bosque, a vitória sobre a Holanda foi um presente para quem gosta de espetáculo.

"Esta final prestigiou o futebol de qualidade, de ataque. Acho que o futebol segue em frente depois desta Copa, foi um torneio com grande êxito", disse o treinador.

Dos 23 convocados por Del Bosque, apenas três não entraram em campo na África do Sul: Raul Albiol e os goleiros reservas Victor Valdés e Pepe Reina, que viram o titular Iker Casillas brilhar e ser eleito o melhor da Copa na posição. Xavi, Iniesta e David Villa não conseguiram prêmios individuais (a Bola de Ouro ficou com Diego Forlán, enquanto Thomas Müller faturou a Chuteira de Ouro), mas foram fundamentais na conquista.

"Estamos juntos há 50 dias e não tivemos nenhum problema. São todos jogadores de grande prestígio, de grande nível, que se comportaram como time. É um êxito de todos. Não podemos individualizar a conquista em Andrés (Iniesta), Xavi... Todos são campeões", afirmou Del Bosque.

A Fúria passou para a história também como a primeira campeã com derrota na estreia: 1 a 0 para a Suíça. A equipe até jogou bem, mas não conseguiu marcar. Depois, se recuperou e venceu todos os jogos até a final com a Laranja no Soccer City, domingo.

"Nosso grande acerto foi ter mantido tudo que vínhamos fazendo. Depois da derrota conversamos e vimos que não deveríamos mudar nada. Fizemos uma eliminatória impecável e não poderíamos achar que estava tudo errado depois de um resultado negativo", concluiu o técnico, lembrando que a Fúria teve 100% de aproveitamento no torneio classificatório para o Mundial.

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