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Seleção

Marin convida presidente da Câmara para chefiar delegação da seleção

Cortesia foi feita pelo mandatário da CBF logo após político se envolver em polêmica por dar carona a parentes em avião da FAB para final da Copa das Confederações

Henrique Alves vai chefiar a delegação da seleção brasileira no amistoso com Portugal em Boston | Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
Henrique Alves vai chefiar a delegação da seleção brasileira no amistoso com Portugal em Boston (Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados)

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, convidou nesta quarta-feira (10) o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para chefiar a delegação da seleção brasileira no amistoso com Portugal, marcado para 10 de setembro.

A partida será no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos. Fã de futebol, Alves foi protagonista de uma polêmica na semana passada, após dar carona a sete parentes em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para ver a final da Copa das Confederações, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Após a repercussão negativa, o deputado reembolsou os cofres públicos em R$ 9.700.

Marin disse ter ido à Brasília agradecer o apoio do Congresso na realização dos grandes eventos esportivos do país. "Viemos fazer uma visita de cordialidade ao presidente. É uma visita de agradecimento pela ajuda, colaboração que sempre deram à seleção brasileira e, ao mesmo tempo, aproveitar a oportunidade para convidar o presidente Henrique Alves para chefiar a delegação do Brasil no jogo contra Portugal", disse Marin.

Questionado se foi discutida a questão do pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as relações da CBF no Congresso, Marin desconversou.

Desde o fim do ano passado, o pedido de investigação espera uma definição do comando da Câmara. A medida é patrocinada pelo deputado Romário (PSB-RJ), ex-jogador de futebol e campeão do mundo em 1994 pela seleção brasileira, que acusa a CBF de desviar pagamentos de benefícios a conselheiros da entidade, enriquecimento ilícito de funcionários, irregularidades na organização de jogos e manipulação em convocações de jogadores.

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