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Acerto de Ney Franco na escalação, Thiago Gentil tenta passar entre Marquinhos Paraná (ao centro), Leonardo Silva (à esq.) e Henrique (à dir.): quando o jogo já estava 4 a 1, o atacante perdeu um gol incrível | Albari Rosa, enviado especial/Gazeta do Povo
Acerto de Ney Franco na escalação, Thiago Gentil tenta passar entre Marquinhos Paraná (ao centro), Leonardo Silva (à esq.) e Henrique (à dir.): quando o jogo já estava 4 a 1, o atacante perdeu um gol incrível| Foto: Albari Rosa, enviado especial/Gazeta do Povo

As chaves do jogo

Escalação

Ney Franco acertou ao escalar Thiago Gentil e Renatinho. O time confundiu a marcação do Cruzeiro e saiu na frente.

Substituição

A entrada de Eliandro, aos 25 minutos, no lugar de Leandro Silva, solucionou a morosidade do Cruzeiro. Troca fundamental para a vitória.

Contusão

Dois minutos depois, Jéci, autor do gol alviverde, saiu contundido. Desarmou o sistema defensivo coxa, que não se encontrou mais.

Craque - Eliandro

Entrou e mudou a história da partida. Fez o quarto gol celeste e depois foi substituído.

Bonde - Luciano Amaral

Dessa vez ficou quase como um zagueiro. Não marcou direito nem saiu para o jogo.

Guerreiro - Thiago Ribeiro

Não desiste de nenhuma jogada, luta, dribla, briga. E é atacante.

  • Confira a ficha técnica do jogo Cruzeiro X Coritiba

Belo Horizonte - Sobrou para o torcedor resolver fora de campo o que os atletas não conseguiram jogando bola. Mais uma vez o Coritiba perdeu feio. Apresentou os mesmos erros de sempre, as mesmas desculpas. Depois da segunda derrota por goleada seguida, a única esperança que restou ao técnico Ney Franco vem das arquibancadas.

Depois do 4 a 1 para o Cruzeiro, de virada – que ainda saiu barato –, o treinador pediu para o torcedor alviverde resolver na última partida o problema criado pelo time nas 37 rodadas anteriores.

"O que aconteceu contra o Santos e hoje (ontem) foi a constante do Coritiba. Não fizemos um bom Brasileiro fora de casa, mas estamos tendo a competência em casa", disse o treinador, que evitava analisar a equipe. "Estamos todos de cabeça quente, frustrados, e não adianta ficar estudando por que perdeu. O importante agora é convocar o nosso torcedor, pois dentro de casa temos um histórico diferente. É uma final, o último jogo, não temos mais chance de errar... Já provamos que quando o Couto Pereira está lotado passa uma energia para o nosso time."

Para garantir essa sinergia domingo, nos próximos dias deverá ser anunciado um pacote promocional. De acordo com o diretor de futebol, João Carlos Vialle, os ingressos de arquibancada deverão custar R$ 10. Também haverá preço especial para casais.

"Esperamos o estádio superlotado, com 35 mil torcedores nos apoiando do início ao fim. Até os 90 minutos espero que o torcedor seja uníssono. Depois, se por infelicidade ocorrer algo que não esperamos, estaremos prontos para sermos cobrados", afirmou.

Até lá muito coisa terá de ser feita. Nas palavras de Ney, a chegada dos jogadores no vestiário, após a partida, foi algo "terrível". O que motivou, lá mesmo, uma reunião demorada entre diretoria, comissão técnica e elenco.

"Foi um vestiário de frustração, terrível, todos de cabeça baixa. Mas fizemos uma reunião e pedimos para que os atletas levantem cabeça. Não falta entrega."

Com a combinação de resultados de ontem, para depender apenas de si, só a vitória interessa ao Alviverde. Se empatar, por exemplo, o Tricolor carioca se salvará e o Coxa dependerá do jogo entre Botafogo e Palmeiras, no Rio de Janeiro. Até com derrota o Coritiba pode permanecer na Série A, mas daí o Alvinegro e também o Santo André têm de perder. Hipótese que não foi levantada ontem.

"A palavra é essa: obrigação. Temos de vencer, de entrar para cima deles. Não é hora de questionar os erros", diz o treinador, que voltou a se agarrar no retrospecto. "A gente tentou desprezar o retrospecto para esse jogo (contra o Cruzeiro), mas agora temos de nos agarrar nele de novo. Tenho de me agarrar nisso."

E na torcida.

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