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Infraestrutura

Corrida contra o tempo

 | Dirceu Portugal/ Gazeta do Povo
(Foto: Dirceu Portugal/ Gazeta do Povo)

A partir de hoje, a Federação Paranaense inicia, no interior e litoral, a última vistoria nos estádios. Momento de conferir se o os clubes e prefeituras cumpriram as tarefas passadas na inspeção de dezembro. Entre muitas marteladas, mãos de tinta e plantio de grama, o estado vai se preparando para o seu principal torneio, com início previsto para sábado. Mas tem time ameaçado de começar sem ter onde jogar* * * * * *Norte

Gigantes do Norte estão fora do EstadualWillie Davids e Café, os dois principais estádios do norte do estado, estão fora do Paranaense de 2010. Em parte, a ausência se deve ao desempenho ruim dos clubes de Maringá e Londrina, incapazes de assegurar um lugar na Primeira Divisão. Mas também por problemas na manutenção das duas praças esportivas, que, assim, não servem de alternativa aos times da região para jogos maiores – nem para o Coritiba, proibido pela Justiça Desportiva de atuar no Couto Pereira.

Vistoriado em dezembro pela Federação Paranaense de Futebol, o Willie Davids não recebeu nenhuma das poucas melhorias pedidas pela entidade, como melhorias no sistema elétrico e hidráulico dos vestiários e adequações e ampliações dos banheiros. Outra questão que precisa ser vista são os rasgos no alambrado e falta de portões para o isolamento do gramado. "É preciso instalar algum tipo de vidro ou grade nesse setor para impedir o acesso dos torcedores ao campo. São poucas coisas para arrumar, é só fazer", explica Reginaldo Cordeiro, chefe da comissão de vistorias da FPF. Ele volta ao estádio na quinta-feira.

Em Londrina, a situação é caótica. Todos os laudos do Café (Segurança, Combate e Prevenção a Incêndio, Vigilância Sanitária e de Engenharia) estão vencidos e não há um plano para sanar os problemas. Segundo Paulo Camargo de Oliveira, presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), o órgão não costuma realizar essas obrigações que, tradicionalmente, ficam a cargo do Londrina Esporte Clube. "Até o presente momento não pensamos nisso. Sempre é o Londrina que vai atrás disso, mas esse ano não sabemos nem mesmo o futuro do clube", disse.

Na vizinha Rolândia, situação similar. O Erick Georg ainda não recebeu todas as melhorias exigidas pela FPF. São adequações de alambrado, guarda corpos, acessórios sanitário e instalação hidráulica. Outros problemas são estruturais como a fissura do muro de proteção do estádio e um degrau da pista de salto que fica localizada atrás de um dos gols. "Entre 2008 para 2009 a situação era bem mais delicada. Houve uma melhora, mas é evidente que ainda há um estado de deterioração", diz Cordeiro.

Em Paranavaí, Cianorte e Engenheiro Beltrão as melhorias também passam pelas prefeituras. Segundo Lourival Furquin, diretor de esportes do ACP, serão necessários entre R$ 20 mil e R$ 30 mil para regularizar o Waldemiro Wágner, com obras nos banheiros, isolamento do vestiário da arbitragem e aumento do parapeito da arquibancada.

No Albino Turbay, em Cianorte, a conta é mais salgada. Serão necessários R$ 100 mil, sendo que mais da metade sairá dos cofres do Cianorte. Pedreiros contratados pelo clube passaram o fim de semana consertando banheiros, instalando cadeiras e abrindo três novas saídas de emergência.

A fatura é a mesma para deixar em ordem o João Cavalcante de Meneses, em Engenheiro Beltrão.A FPF exigiu a reconstrução de parte do muro do estádio e do muro de divisão entre torcidas, reformas nas arquibancadas metálicas, a construção de sanitários masculinos e femininos, a colocação de arame farpado em cima dos alambrados, entre outros melhorias.

Colaboraram Fernando Silveira, Londrina; Marcus Ayres, Maringá; e Dirceu Portugal, Engenheiro Beltrão.

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