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Série B

Couto é campo dos sonhos para irmãos zagueiros

Hevelyn, de 13 anos, fará final no gramado em que o irmão Henrique pode subir amanhã

Amanda Rossi foi encontrada morta dentro do campus da Unopar | Roberto Custódio/JL
Amanda Rossi foi encontrada morta dentro do campus da Unopar (Foto: Roberto Custódio/JL)

Cabelos claros, boa estatura, destaque do time na defesa com um futebol técnico e marcação segura e prestes a realizar um sonho no Couto Pereira. Não se trata do zagueiro Henrique e sim de Hevelyn, irmã do jogador alviverde.

Enquanto o primogênito da família Buss luta pela confirmação do acesso à Primeira Divisão, a garota de 13 anos se prepara para a final do projeto Bom de Bola, esperada alavanca à carreira nos gramados.

Por coincidência – e para a festa dos amigos e parentes –, o jogo da aspirante será no Alto da Glória, como preliminar de Coritiba e Marília, dia 17 de novembro. Hevelyn defenderá Colombo, onde mora, contra a seleção de Curitiba.

Uma atração em dobro para a família que adora futebol. Mas os descendentes não foram influenciados apenas pela habilidade do pai, adepto das peladas e integrante do time da Copel, onde trabalha, e do Imperial de Colombo.

A mãe, dona Nilse, também batia bola com os filhos, como forma de matar a saudades dos tempos em que a sua diversão eram os jogos de futebol em Marechal Cândido Rondon.

"Jogava todo fim de semana, no campo e no salão, onde até ganhei um troféu. Era uma alegria. Tinha vontade de voltar, mas agora não agüento mais", conta a dona de casa, de 44 anos.

Se Nilse intitula-se polivalente por ter jogado em várias posições, o restante do clã parece ter nascido para a defesa. Além de Henrique, Hevelyn e do pai, o filho Hericson, de 17 anos, também atua na zaga – atualmente ele passa por um período de testes no Coxa. Só falta esperar Helen, de cinco anos, crescer para saber se também será contagiada pelo esporte.

"Acho que a estatura ajuda e pode ser alguma coisa genética", brinca o pai, grande motivador dos filhos. "Quem gosta de esporte incentiva e quem pratica tem saúde e ocupa a mente com coisas boas. Isso já é bom demais", defende Nílton. "E se puder um pouco mais, melhor ainda", reconhece ele.

Uma das negociações mais certas após o fim da temporada, Henrique pode abrir as portas do mercado para a família. "Em dois anos, se tudo correr bem, vamos buscar uma carreira para ela fora do Brasil", explica o pai.

"Acho que o futebol feminino está começando a se fortalecer no Brasil, mas vai demorar mais um pouco", comenta a zagueira, inspirada pelo irmão. "À medida que o Henrique foi crescendo na carreira, fui achando bom e resolvi me dedicar. Quero continuar", conta a menina de 1,70 m – estatura surpreendente para a idade.

Torcedora do Coritiba, ela se empolga com a possibilidade de jogar no Couto. Sua torcida agora é para uma trégua da chuva, pois o tempo ruim pode transferir o confronto do dia 17 para o CT da Graciosa.

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