
Cabelos claros, boa estatura, destaque do time na defesa com um futebol técnico e marcação segura e prestes a realizar um sonho no Couto Pereira. Não se trata do zagueiro Henrique e sim de Hevelyn, irmã do jogador alviverde.
Enquanto o primogênito da família Buss luta pela confirmação do acesso à Primeira Divisão, a garota de 13 anos se prepara para a final do projeto Bom de Bola, esperada alavanca à carreira nos gramados.
Por coincidência e para a festa dos amigos e parentes , o jogo da aspirante será no Alto da Glória, como preliminar de Coritiba e Marília, dia 17 de novembro. Hevelyn defenderá Colombo, onde mora, contra a seleção de Curitiba.
Uma atração em dobro para a família que adora futebol. Mas os descendentes não foram influenciados apenas pela habilidade do pai, adepto das peladas e integrante do time da Copel, onde trabalha, e do Imperial de Colombo.
A mãe, dona Nilse, também batia bola com os filhos, como forma de matar a saudades dos tempos em que a sua diversão eram os jogos de futebol em Marechal Cândido Rondon.
"Jogava todo fim de semana, no campo e no salão, onde até ganhei um troféu. Era uma alegria. Tinha vontade de voltar, mas agora não agüento mais", conta a dona de casa, de 44 anos.
Se Nilse intitula-se polivalente por ter jogado em várias posições, o restante do clã parece ter nascido para a defesa. Além de Henrique, Hevelyn e do pai, o filho Hericson, de 17 anos, também atua na zaga atualmente ele passa por um período de testes no Coxa. Só falta esperar Helen, de cinco anos, crescer para saber se também será contagiada pelo esporte.
"Acho que a estatura ajuda e pode ser alguma coisa genética", brinca o pai, grande motivador dos filhos. "Quem gosta de esporte incentiva e quem pratica tem saúde e ocupa a mente com coisas boas. Isso já é bom demais", defende Nílton. "E se puder um pouco mais, melhor ainda", reconhece ele.
Uma das negociações mais certas após o fim da temporada, Henrique pode abrir as portas do mercado para a família. "Em dois anos, se tudo correr bem, vamos buscar uma carreira para ela fora do Brasil", explica o pai.
"Acho que o futebol feminino está começando a se fortalecer no Brasil, mas vai demorar mais um pouco", comenta a zagueira, inspirada pelo irmão. "À medida que o Henrique foi crescendo na carreira, fui achando bom e resolvi me dedicar. Quero continuar", conta a menina de 1,70 m estatura surpreendente para a idade.
Torcedora do Coritiba, ela se empolga com a possibilidade de jogar no Couto. Sua torcida agora é para uma trégua da chuva, pois o tempo ruim pode transferir o confronto do dia 17 para o CT da Graciosa.



