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Em novembro de 2018, o mercado brasileiro de mídia foi surpreendido com o anúncio de que o DAZN, uma plataforma de streaming que estava fazendo sucesso na Europa, chegaria ao Brasil. Até então, o aplicativo só estava disponível em países como Espanha.

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A Globo, hegemônica no mercado, ganhava um concorrente na disputa dos direitos de transmissão esportivos. De uma só vez, o DAZN anunciou a veiculação da Copa Sul-Americana e dos campeonatos Italiano e Francês em transmissões online, via internet. E seguiu comprando competições.

Foram adquiridos o campeonato Inglês, a Copa da Inglaterra, a Copa da Itália e a Major League Soccer (liga norte-americana de futebol). E para o futuro os planos são ambiciosos: a plataforma fez consulta e quer comprar os direitos de transmissão da Uefa Champions League para o Brasil na próxima licitação. 

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O foco agora é comprar torneios brasileiros para exibi-los pela rede mundial de computadores. Depois da Série C do Campeonato Brasileiro, houve acordo para o Campeonato Paulista Sub-20 e existe o projeto de adquirir outras competições nacionais, como campeonatos estaduais pelo Brasil.

O Brasileirão, entretanto, principal disputa local, já tem contratos longos de transmissão. Está vinculado ao grupo Globo na TV aberta e no pay-per-view até 2024. E na TV fechada, a própria Globo, através do SporTV, divide direitos com o grupo Turner.

Porém, a pergunta que o telespectador mais se faz é: quem é o DAZN? De onde vem o dinheiro? A empresa dona do DAZN chama-se Perform Group, uma holding de negócios comandada pelo empresário britânico-americano Len Blavatnik.

Len Blavatnik. Divulgação

Blavatnik é dono da Access Industries, empresa com participações em diversos setores da indústria do entretenimento. O empreendimento mais famoso é a gravadora Warner Music. A fortuna do empresário é calculada em US$ 15,6 bilhões.

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Como objetivo inicial está vender empresas da Perform Group e investir no aplicativo. Há planos de que tudo seja interligado com o DAZN. Como o site de notícias Goal.com, criado por Blavatnik, que mudaria para carregar o nome da plataforma de streaming.

Em 2018, as receitas do aplicativo somaram US$ 277,6 milhões (R$ 1,095 bilhão), aumento de 136,2% em relação a 2017. Os custos de operação, entretanto, também saltaram, e bateram em US$ 336,6 milhões (R$ 1,3 bilhão). Custo no embalo do lançamento do serviço em mais países, como Estados Unidos e Brasil.

Ao mesmo tempo em que procura ganhar espaço no mercado, a DAZN sofre com as críticas. De uma forma geral, o torcedor e consumidor de futebol na TV aponta o valor da assinatura, R$ 37,90, como elevado. Considerando que a plataforma não dispõe dos principais campeonatos ao redor do mundo.

Além disso, a internet de banda larga ainda é um problema no país, especialmente fora das metrópoles. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em maio eram 31,8 milhões de conexões no Brasil. Há reclamações sobre o delay (atraso) dos jogos na transmissão.

No país, a DAZN já fechou parcerias com televisões abertas, como a RedeTV! e a Band, para transmitir torneios como o Campeonato Italiano, a Sul-Americana e a Série C do Brasileiro. O objetivo é ficar mais conhecida do público.

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A empresa também está produzindo documentários sobre clubes brasileiros e entrevistas com as principais estrelas de times nacionais. Investiu também na contratação de Neymar para ser seu embaixador no Brasil.