
O Atlético vai estrear no Estadual jogando no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, domingo, às 19h30, contra o Londrina. Foi a quinta opção do clube na busca por uma casa. Dentre as possibilidades, a pior para seu quadro associativo.
Após tentar sem êxito usar o Couto Pereira (Coritiba) e a Vila Capanema (Paraná), a diretoria rubro-negra chegou a mirar dois alvos fora da capital. Em todos os casos, fracassou.
Primeiro, o Furacão cogitou trocar o mando de campo com o Londrina vetado por falta de tempo hábil e trazer transtornos ao torneio ou atuar em Paranaguá, o que foi, de acordo com o clube, inviabilizado "pelas condições técnicas inapropriadas do local".
Restou a última cartada. "Sem o Couto Pereira, sem acordo entre o Atlético o Paraná e com o jogo do Corinthians no Ecoestádio, ficou inviável marcar para Curitiba. Não tivemos alternativa a não ser marcar para Ponta Grossa", disse o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Hélio Cury.
O local apontado pela entidade está longe de ser o melhor para o filiado. Devido à medida emergencial, pois a rodada de abertura do Estadual precisava ser homologada ontem, parte dos sócios-torcedores do clube precisará percorrer 117 km para acompanhar o time.
Sem contar que o estádio do Operário comporta apenas 8 mil pessoas o quadro associativo do Atlético é de cerca de 17 mil. Uma equação que não fecha.
"Infelizmente, não teremos condições de oferecer a todos os nossos sócios-torcedores a garantia de entrada no estádio. Teremos todos de fazer um sacrifício em prol do nosso clube e da nossa equipe", publicou o Atlético em seu site oficial. Os ingressos para a partida serão exclusivos aos associados e distribuídos por ordem de chegada nas bilheterias da Arena, a partir das 14 horas de hoje.
Apesar de ter onde mandar a primeira partida, o Rubro-Negro ainda não sabe em qual estádio receberá os adversários no restante do Regional. O imbróglio envolvendo o Couto Pereira promete se alongar. O Tribunal de Justiça Des-portiva (TJD-PR) manteve ontem a liminar favorável ao Coritiba.
Mesmo que o julgamento previsto para a próxima quinta-feira beneficie a FPF, o Alviverde garantiu recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A outra opção, a Vila Capanema, esfriou, ao menos por enquanto. A contraproposta do Tricolor (R$ 120 mil por jogo) desagradou à gestão Mario Celso Petraglia, que chegou a pedir à FPF que interviesse na tentativa de fazer o Paraná baixar o preço do aluguel. "A negociação começou entre os dois e em determinado momento [o Atlético] nos procurou para intermediar, mas não houve consenso e não tem mais o que fazer. Fizemos a nossa parte", lavou as mãos Cury.
Na carta aos rubro-negros, a administração criticou a postura tricolor e lembrou que o rival já foi seu inquilino, em 2003 contra o Corinthians, pelo Brasileiro daquele ano. "Para jogar no melhor estádio do Brasil, com 28 mil lugares, o valor das despesas entre aluguel e custo operacional foi de cerca de R$ 50 mil."
A próxima partida do Atlético como mandante é somente na quarta rodada, contra o Roma, no dia 1.º de fevereiro. Com isso, a diretoria ganha alguns dias para resolver o impasse.
Renovados
As renovações de contrato do zagueiro Manoel e do goleiro Renan Rocha foram confirmadas ontem no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. Os vínculos foram prorrogados para o final de 2015 e 2014, respectivamente.



