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Em alta no Coxa, Léo Gago vai muito além da marcação

Léo Gago mostra habilidade no treino: técnico alviverde quer vê-lo na seleção | Marcelo Elias/ Gazeta do Povo
Léo Gago mostra habilidade no treino: técnico alviverde quer vê-lo na seleção (Foto: Marcelo Elias/ Gazeta do Povo)

Mesmo sendo o único titular que ainda não marcou gol em 2011 – fora o goleiro Édson Bastos –, Léo Gago é o dono da bo­­la no Alto da Glória. Con­­tratado em agosto do ano passado, o volante, que exerce múltiplas funções em campo, tornou-se peça central de um Coritiba invicto e demolidor de recordes. Com destaque para as cinco assistências na temporada.

Entre as atribuições do camisa 8, a marcação e o apoio ao ataque se equilibram. Combinando técnica, força física (1,79 m e 81 kg) e muito fôlego, Léo Gago de destaca por precisas viradas de jogo, lançamentos milimétricos e o potente chute de perna es­­querda – que em 2011 rendeu belos gols, mas nesta temporada por enquanto apenas sustos aos goleiros adversários.

Mesmo jogando mais atrás, já é o terceiro da equipe em número de assistências. Ao todo, foram cinco passes ou cruzamentos que viraram gols de companheiros. Apenas os meias-atacantes Rafinha (6) e Marcos Aurélio (7) têm aproveitamento superior.

"O pessoal brinca e fica me chamando de Gérson [em alusão ao tricampeão mundial em 1970]. Gosto de bater na bola, tenho uma visão a longa distância para fazer lançamentos de 40, 50 jardas. O Marcelo [Oliveira, técnico] também me pede sempre para virar o jogo e achar a defesa adversária desprevenida", conta o volante, que nas partidas contra Iraty e Atlético-GO colocou Anderson Aquino e Éverton Ribeiro, respectivamente, na cara do gol.

Para Léo Gago, no entanto, fazer as assistências não é tarefa complicada. Ele garante que em um time veloz como o do Cori­­tiba não faltam opções para passes em profundidade.

O jogador até desdenha dos gols em favor da atual fase. "É claro que sempre é bom fazer, mas do jeito que as coisas estão, o clima tão gostoso em cada partida, não faz diferença", afirma o volante, que na última Série B balançou a rede sete vezes – quinto colocado na lista de artilheiros coxa-branca.

Titular em 20 dos 21 confrontos do Coxa desde o início do ano – só não começou jogando quando o treinador poupou os titulares contra o Cianorte –, o volante praticamente não saiu do time. Foi substituído em apenas quatro oportunidades. E a cada partida ganha mais moral.

"Quando se está confiante as coisas acontecem naturalmente. Ajudo da maneiro que posso. Não sou só eu, todos são importantes. Fico muito honrado por estar nesse grupo", declara o jogador de 28 anos, natural de Campinas.

Satisfeito, seu técnico não pou­­pa elogios. De acordo com Oliveira, se Léo Gago continuar neste ritmo, uma convocação para a seleção brasileira não seria surpresa: "Basta estar com essa vontade, porque a téc­­nica dele é completamente diferenciada".

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