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Automobilismo

Em Pinhais, passeio da Seat sob sol e sob chuva

Carros espanhóis dominam o pódio das duas baterias da rodada de abertura do WTCC, em Curitiba. Segundo Augusto Farfus, a situação só vai melhorar a partir da 5.ª etapa

A forte chuva estragou os planos da BMW na segunda corrida, como mostra a dificuldade do alemão Jörg Müller em sair do aguaceiro. | Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
A forte chuva estragou os planos da BMW na segunda corrida, como mostra a dificuldade do alemão Jörg Müller em sair do aguaceiro. (Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo)
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Como se esperava durante a semana e com base nos anos anteriores, os motores turbinados dos Seat Leon TDI falaram mais alto durante as duas etapas do Campeonato Mundial de Carros de Turismo, o WTCC, em Curitiba. Na abertura da temporada 2009, realizada ontem em Pinhais, os carros das marcas BMW, Chevrolet e Lada não demonstraram chance de estar à frente e vencer nenhuma das duas provas disputadas. Os Seat dominaram o pódio nas duas baterias da rodada dupla.

Na prova inicial, o vencedor foi o francês Yvan Muller, com o espanhol Jordi Gené em segundo e o sueco Rickard Rydell na terceira posição. Entre os pilotos das outras marcas estava o curitibano Agusto Farfus Júnior, que dirige um BMW 320si. O piloto da casa terminou a primeira corrida na sexta colocação.

Posição que, depois das punições aplicadas a outros pilotos, lhe deu o direito de largar em quarto na segunda etapa. Além disso, o primeiro Seat começaria a prova atrás dele, o que daria vantagens no começo da corrida. Tudo isso veio abaixo com o peculiar tempo de Curitiba. Depois de dias sem chuva, um temporal que durou cerca de 30 minutos fez com que as previsões caíssem por terra.

Farfus conseguiu manter a colocação nas primeiras voltas, mas os Seat Leon voltaram a atacar. Os BMW são impulsionados pelas rodas do eixo traseiro, o que diminui o poder de retomada depois das curvas. Vantagem para os competidores que pilotam carros das outras três marcas, todos com tração dianteira.

"Com a chuva, todas as cartas foram embaralhadas", disse Farfus, que repetiu a sexta colocação na segunda bateria. "Cada um escolhe uma estratégia diferente, e nós, infelizmente, apostamos na errada." Farfus e sua equipe acreditavam que a pista demoraria mais a secar, e o carro foi ajustado para o molhado. "Com esse acerto meus pneus se desgastaram muito rápido. Foi complicado segurar a posição nas últimas voltas".

Dose dupla

Na segunda bateria, a vitória ficou com o italiano Gabriele Tarquini. Na segunda e terceira colocação, respectivamente, ficaram o sueco Rickard Rydell e o espanhol Jordi Gené.

Mesmo largando em quinto, Tarquini andava muito próximo às BMW. "Foi relativamente fácil chegar à liderança, eles tinham pouca velocidade nas saídas de curva", disse.

Para a próxima etapa, que ocorre no dia 22 de março, no México, outro "passeio" dos Seat é esperado. O brasileiro Augusto Farfus Júnior acredita que apenas na etapa de Marrocos, em 3 de maio, será possível brigar por posições melhores. "O campeonato mal começou, ainda temos 220 pontos em jogo e vamos lutar muito por eles", prevê.

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