O atacante Edenílson foi campeão paranaense em 2007 com o Paranavaí| Foto: Fábio Dias/ Gazeta do Povo

Técnicos "manjados" no banco

Se dentro de campo o Para­­naense tem seus destaques ha­­bituais, fora dele há também os técnicos que são figurinhas carimbadas. Todo ano, eles estão à frente de alguma equipe na disputa com o trio da capital. E, em 2011, não será diferente.

Entre eles, Gilberto Pereira, atual técnico do Iraty, é talvez o que tenha mais serviços prestados ao futebol do estado. Ini­ciou no Azulão, em 2002, e trabalhou no Galo Adap, Londrina, Matsubara e Nacional, além de uma passagem relâmpago pelo Coritiba, em 2007. "Eu acho que o nosso mercado poderia estar melhor, estamos atrás de Rio Grande do Sul e Santa Catarina", avalia.

Lio Evaristo é mais um nome manjado. Já treinou o time B do Atlético, em 2005; o então J.Malucelli, em 2006; o En­­genheiro Beltrão e o Ro­­ma, em 2007; e o Para­­navaí, no ano passado. Agora, comanda o Ara­­pon­­gas, que volta à Primeira Divisão. "Saí do Paraná uma vez só, para Santa Catarina. Posso dizer que temos boas condições de trabalho. E, no Arapon­­gas, além da estrutura, pa­­ga-se em dia", revela "Po­­de­­mos fazer bonito", complementa.

Além deles, Rogério Perrô, do Paranavaí, já foi terceiro colocado da disputa com o Toledo, em 2008. Amauri Kne­­vitz é outro treinador conhecido, campeão em 2007 com o Paranavaí e com passagem pelo Ma­­lu­­trom – agora, está no Corin­­thians-PR.

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O Campeonato Paranaense é um oásis para determinados jo­­gadores. Entra ano, sai ano, eles encontram na disputa estadual o terreno perfeito para mostrar seu futebol – mesmo que, no restante da temporada, tenham passado longe do sucesso.

O lateral-direito Daniel Mar­­ques, do Roma, o meia Safi­­ra, do Corinthians Para­­naense e o atacante Edenílson, do Paranavaí, servem de exemplo – há outros mais. Em diferentes momentos, todos eles brilharam na competição, atuando pelos adversários de Atlético, Coritiba e Paraná.

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Destaque que, naturalmente, o trio quer repetir em 2011. "Gosto muito de jogar o Para­­naense. Não tem uma explicação do motivo. Mas sempre me dou bem. Espero repetir as boas atua­­ções dos outros campeonatos", diz Daniel Marques.

Atualmente em Apucarana, Marques já chamou a atenção defendendo o Londrina (2001), o Rio Branco (2002), o Cianorte (2005 a 2007) e o Galo Adap (2008), como um lateral firme na marcação e forte no apoio. Mas, no Paranavaí, com o vice-cam­­peo­­nato do Esta­­dual de 2003, o atleta viveu o auge. Tanto que en­­trou para a lista de reforços de Atlé­­­tico, Coritiba, Para­­ná e Pal­­mei­­­­ras.

"Foi a minha melhor fase. Infelizmente, tive problemas com meu empresário, que queria ganhar mais do que devia, e não consegui ir para um time grande. Mas não tem problema, quem sabe ainda realizo esse sonho", afirma o lateral de 32 anos.

Em Paranavaí, Edenílson é o "Rei de Paranaense". Em 2007, sagrou-se campeão com a camisa do Vermelhinho e foi vice-artilheiro, com 13 gols – Alex Mineiro, do Atlé­­tico, foi o goleador, com 17. "Foi um grande ano, quando fiz o meu nome", relembra o avante, 28 anos, que atuou pelo Operário na Série D deste ano.

Em 2008, ele novamente mostrou faro de matador, pelo Galo Adap. E no ano passado estava indo bem até so­­frer uma luxação no cotovelo esquerdo. "Foi uma pe­­na, pois mais uma vez meu no­­me começou a ser cogitado por times maiores."

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O Timãozinho conta com Safira, revelado pelo Enge­­nhei­­ro Beltrão em 2008 e 2009. Em todo confronto com os representantes da capital ele aparecia para incomodar. "Foram dois anos muito bons", afirma o meia de 26 anos. Após o Estadual, ele foi contratado pelo Corinthians-PR para a Copa do Brasil. Com a desclassificação diante do Vasco, acabou no Roma. "Minha expectativa é muito boa. Estou em um clube organizado, com chances de conquistar o título", aposta, de volta à capital.

Uma conquista pode ser o empurrão que falta para uma transferência ainda melhor. Neste ano, Safira foi sondado pelo Paraná. A negociação não se concretizou.