A McLaren anunciou a demissão de Dave Ryan como diretor esportivo no mesmo dia em que foi chamada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para prestar declarações sobre sua conduta no GP da Austrália, primeira prova da temporada 2009 da Fórmula 1.
Segundo uma nota, a rescisão foi acertada nesta terça, e Ryan não está mais vinculado a nenhuma empresa do grupo McLaren. Ele tinha sido suspenso durante a disputa do GP da Malásia, semana passada.
Ainda citando o documento, a McLaren afirma seu desejo de "cooperar plenamente" com o processo, e define como "bem-vinda" a oportunidade de trabalhar com a FIA pelo "interesse" da F-1.
A escuderia teria quebrado o código esportivo internacional da federação ao supostamente passar informações falsas ao piloto inglês Lewis Hamilton, atual campeão do mundo, durante a prova em Melbourne. Segundo os comissários da prova, Hamilton e a McLaren, com Ryan como representante, mentiram no testemunho do dia 29 de março, depois do GP da Austrália.
O piloto italiano Jarno Trulli, da Toyota, chegou a perder o terceiro lugar da prova para Hamilton por conta deste incidente envolvendo a entrada do safety car, mas acabou levando o posto de volta.
Trulli foi punido por ultrapassar Hamilton com o carro de segurança, mas o inglês tinha reduzido drasticamente sua velocidade e estava na lateral do circuito. Por isso, acreditou que o piloto estava com problemas e passou por ele.
Hamilton e a McLaren acabaram fora do primeiro GP da temporada.
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