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Brasileiro

Falta de policiamento na Arena Joinville vira jogo de empurra-empurra

Polícia Militar, Ministério Público, Atlético e prefeitura discutem de quem era a responsabilidade da falta de PMs no confronto entre torcedores de Atlético e Vasco. Três vascaínos foram presos

Polícia demorou para separar a briga entre as torcidas de Atlético e Vasco | Albari Rosa / Gazeta do Povo
Polícia demorou para separar a briga entre as torcidas de Atlético e Vasco (Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo)
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O tenente-coronel Adilson Moreira, responsável pelo policiamento na partida entre Atlético e Vasco, afirma ter avisado a diretoria do Furacão de que não não haveria policiamento dentro da Arena Joinville domingo, quando torcedores das duas equipes entraram em confronto que deixou quatro feridos e dez presos. O recado teria sido dado pelo oficial catarinense após a vitória do Atlético sobre o Náutico, no dia 24 de novembro.

Segundo o comandante, há um entendimento local entre o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a PM para que policiais não atuem em eventos particulares, como partidas de futebol. "Em cima da recomendação, eu passei para o próprio Atlético Paranaense desde o jogo contra o Náutico [o aviso de que não haveria policiamento]", argumenta o tenente-coronel. "Mas mesmo que a Polícia militar estivesse aqui, poderia ter acontecido issoVamos analisar as imagens para saber se houve falha", disse o comandante no intervalo do jogo.

O oficial se mostrou revoltado com a indefinição se a PM pode ou não atuar em jogos de futebol. "Afinal de contas isso aqui é um evento privado ou não? Se é privado, não teria que ter uma empresa privada para fazer e ser responsável por isso? Esse é o entendimento do MP e eu digo que está certo", ponderou Moreira, em entrevista por telefone à Gazeta do Povo.

Em nota, o Ministério Público de Santa Catarina nega ter orientado a PM a não fazer segurança no interior do estádio.

Pelo contrato assinado entre o Atlético e a prefeitura de Joinville, proprietária do estádio, o clube deveria ser responsável pela segurança. Segundo a cláusula três do contrato, o Atlético era obrigado a providenciar o aparato policial, além da segurança privada com contingente suficiente para garantir a segurança do público. O total de seguranças privados na arena, segunda a PM, era de 80 homens. Quando começou o tumulto, havia uma distância considerável entre as torcidas, que acabaram tendo tempo de atravessar o estádio para brigar antes dos seguranças e dos policiais chegarem.

O presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, classificou como "absurda" a decisão de a PM permanecer do lado de fora do estádio. "A gente não tem poder de policia, de parar fazer aquele grupo de marginais. Quantos seguranças teríamos que ter? Quem paga por isso? Essas deformações, essa conjuntura, essa estrutura que vejo e sinto a necessidade de mudarmos radicalmente", disse o dirigente à Rádio CAP, em tom indignado

Reincidente

O fato de o Furacão jogar em Joinville já é uma punição de brigas de torcida. No último Atletiba, em outubro, no segundo turno do Brasileirão, torcedores de facções rivais do Furacão acabaram brigando no intervalo, o que atrasou o reinício da partida.

Por ser reincidente, o Atlético pode pegar uma pena mais pesada para 2014. O procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schimit, viu o que ocorreu no jogo e afirma que vai aguardar a suma do árbitro para analisar a questão.

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