Retomada de produção no ataque, com Douglas Coutinho, é essencial para o Atlético voltar a subir na tabela | Hugo Harada / Gazeta do Povo
Retomada de produção no ataque, com Douglas Coutinho, é essencial para o Atlético voltar a subir na tabela| Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo

A derrota por 1 a 0 no clássico com o Coritiba, sábado (4), ligou o sinal de alerta no Atlético. Com 31 pontos, na 11ª colocação, o Furacão está a apenas quatro pontos da zona de rebaixamento. A campanha rubro-negra no returno é de time da ZR: cinco derrotas e apenas duas vitórias.

A Gazeta do Povo fez uma avaliação de o que o Furacão pode avançar na reta final do Brasileirão para evitar um desfecho ruim da temporada rubro-negra.

Ataque

Recuperar o desempenho do primeiro turno é fundamental. Na primeira metade do Brasileirão, o Atlético tinha no ataque sua grande força, com 25 gols – o Furacão só ficou atrás de Cruzeiro, São Paulo e Fluminense na produção ofensiva do primeiro turno. No segundo turno, a produção despencou. Em sete partidas, foram apenas três bolas nas redes adversárias, incluindo uma de cobrança de pênalti.

Douglas Coutinho, que chegou a brigar pela artilharia com o cruzeirense Ricardo Goulart, vive um jejum de 12 jogos. Marcelo, um dos destaques na última temporada, caiu bastante de produção, e só tem quatro gols – apenas um a mais que o zagueiro Cléberson. Contra o Coritiba, os atacantes desperdiçaram várias chances antes do intervalo. Nem mesmo a formação com três atacantes ajudou a resolver a seca. Defesa O setor defensivo atleticano, composto em sua grande parte por atletas jovens, é um dos maiores problemas neste Brasileiro. No primeiro turno, foram 26 gols sofridos e a segunda defesa mais vazada da competição.

Com a chegada do experiente Gustavo, que veio do Paraná, a situação mudou um pouco – as redes rubro-negras foram balançadas em apenas oito oportunidades nas sete rodadas. No geral, entretanto, o Furacão segue tendo uma das piores retaguardas, com 34 gols tomados. Apenas Vitória e Palmeiras têm defesas mais frágeis.

No Atletiba, a derrota não veio por uma falha defensiva – o gol solitário veio em um chute da intermediária –, mas as derrotas para Chapecoense e Internacional podem ser creditadas, além da falta de gols na frente, a desatenções atrás. Substituições Contra o Coritiba, os atacantes Douglas Coutinho e Marcelo não tiveram bom desempenho, sendo substituídos na segunda etapa. No entanto, as opções do técnico Claudinei Oliveira não agradaram o torcedor.

O jovem Marco Damasceno, de apenas 18 anos, ainda é considerado inexperiente, enquanto Sidcley, escolhido para entrar no lugar de Marcelo, foi mais conhecido pela sua passagem na lateral-esquerda do time sub-23 que jogou no Paranaense. Para os torcedores, o atacante Mosquito e o meia Bady, que já tiveram passagens na equipe titular, são tidos como melhores alternativas. Outra questão está nos atletas relacionados. O lateral-esquerdo Natanael, um dos destaques rubro-negros na temporada, sequer viajou com a equipe na derrota para a Chapecoense. A medida causou estranhamento, pois não havia nenhum impedimento para a escalação do jogador, que voltou como titular para os confrontos diante de Corinthians e Coritiba. Criação

A aposta na juventude teve outro impacto no ano atleticano – os dois principais jogadores do setor de criação no início da temporada eram Marcos Guilherme e Nathan, com 19 e 18 anos, respectivamente. Para tentar mudar a situação, a diretoria trouxe o meia Bady, do São Bernardo-SP, enquanto Carlos Alberto foi chamado de volta do Santa Cruz.

Mas os problemas seguem na Baixada. Marcos Guilherme é bastante questionado pelo torcedor, que o consideram um velocista, mas com problemas para a distribuição das jogadas, mesmas questões enfrentadas por Nathan. A última tentativa para reforçar o elenco é Zé Paulo, que teve poucas chances no Corinthians e chegou ao Furacão com status de salvador. No entanto, ainda não estreou, o que faz do jogador uma incógnita. Fator Arena O Atlético sempre teve na força da Arena da Baixada o grande aliado para somar pontos e vitórias nas competições. No entanto, em 2014 a realidade não tem sido boa para os rubro-negros – com portões fechados, foram quatro compromissos, com dois triunfos, um empate e uma derrota.

A volta do torcedor, diante do Palmeiras, sinalizava uma possibilidade de evolução, com a expectativa de estádio cheio. A má fase do time, somada aos altos preços de ingressos, desmobilizou os fãs. Em nenhuma das partidas desde a reabertura do estádio o público superou os 20 mil pagantes, menos da metade da capacidade total da Arena. O desempenho, em comparação ao período com portões fechados, não mudou, com os mesmos sete pontos somados em quatro jogos. A dificuldade em produzir em casa faz com que a torcida, que costuma apoiar em todo momento, passe a pressionar quando a equipe não consegue o resultado, como no empate diante do Palmeiras e na derrota para o Internacional.

Dos 12 duelos restantes, o Atlético terá seis com o apoio do torcedor – e o estádio é peça-chave na corrida por uma vaga no Brasileirão de 2015.

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