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Tapetão

Advogado entra na Justiça Comum em favor da Portuguesa

Delmiro Aparecido Goveia ajuizou ação no Juizado Especial pedindo devolução de pontos do clube paulista pela escalação irregular de Héverton

Como já era esperado, o polêmico caso de rebaixamento da Portuguesa vai ganhar um novo capítulo e acabar na Justiça comum. O advogado Delmiro Aparecido Goveia entrou nesta quinta-feira (2) com uma ação no Juizado Especial Cível de Mogi das Cruzes, pedindo a devolução dos quatro pontos para a Portuguesa e o cancelamento da multa de R$ 1 mil que o clube deveria pagar pela escalação irregular do meia Héverton.

"Foi uma palhaçada o que a CBF, através do SJTD, fez. Foi um resultado político para favorecer os times cariocas. Os auditores do STJD não foram legalistas. Eles aplicaram o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, mas deveriam aplicar o Estatuto do Torcedor, que está acima da lei esportista", disse Goveia, à reportagem.

O judiciário está em recesso e só retorna aos trabalhos no dia 6 de janeiro, entretanto, como Goveia pediu uma liminar, é possível que a suspensão da pena seja conquistada nas próximas horas. O advogado registrou no Juizado Especial, porque geralmente ele é mais ágil na execução das ações.

"Eu recebi muito apoio de torcedores e não tenho medo de fazer isso. Se tivesse medo, não seria advogado. Fiz por entender que a lei não foi respeitada. E o justo é que a Portuguesa recupere os pontos. Brasileiro com 24 clubes é outra forma de não respeitarem o Estatuto do Torcedor", explicou o advogado, que já foi presidente do União Mogi, clube de Mogi das Cruzes.

A Portuguesa foi punida por escalar irregularmente o meia Héverton. O jogador foi julgado por uma expulsão na sexta-feira, foi condenado a mais um jogo de suspensão, mas entrou em campo no domingo. A Lusa alegou que só foi notificada da pena na segunda-feira, assim, a punição só caberia neste ano, mas o tribunal não aceitou a justificativa e tirou quatro pontos, sendo três pela escalação irregular e mais um pelo resultado do jogo.

A reportagem tentou contato com representantes da Portuguesa e da CBF, mas eles não foram encontrados. Já o Fluminense e o STJD não quiseram comentar o assunto.

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