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Paranaense

Artilharia democrática serve de impulso ao líder Coritiba

Dono do melhor ataque do Estadual, com nove gols, Alviverde já balançou as redes com sete atletas. Poder de fogo é o trunfo, hoje, contra o Paranavaí

O meio-campista Davi, com dois gols marcados diante do Iraty, é um dos líderes da artilharia do Coritiba na temporada | Antonio Costa/ Gazeta do Povo
O meio-campista Davi, com dois gols marcados diante do Iraty, é um dos líderes da artilharia do Coritiba na temporada (Foto: Antonio Costa/ Gazeta do Povo)

Um ataque democrático, no qual todos têm o direito de balançar a rede. Esse é o perfil do Coritiba que enfrenta o Paranavaí, hoje, às 22 ho­­ras, no Estádio Waldemiro Wag­­ner, pela quarta rodada do Para­­na­­ense. Com 100% de aproveitamento nos três primeiros confrontos e há 36 jogos invicto no campeonato, o Alviverde tem sete atletas que fizeram gols em 2012, totalizando os nove tentos do ataque mais positivo do Regional. Um tormento pa­­ra o Verme­­lhinho.

No jogo desta noite, Pereira re­­torna à zaga e Jonas e Lincoln se­­rão poupados. Dos sete jogadores que já marcaram, apenas o último es­­tará fora da partida. Renan Oli­­veira (2), Davi (2), Ra­­finha, Mar­­­­cel, Emerson e Jack­­son completam a lista dos que comemora­ram em 2012. Uma pulverização da artilharia que já ocorria no ano passado, quando só no Es­­ta­­dual 14 atletas fizeram a festa da torcida.

Em comum nos dois anos, além da base da equipe, está Marcelo Oli­­veira. Um técnico que ressalta o quanto é positivo não depender de um homem-gol. "Às vezes um time tem a concentração dos gols em um ou outro jogador. Quando ele não pode jogar, a equipe torna-se mais fraca. [Os sete atletas que já fizeram gols] evidenciam que vá­­rios [jogadores] no sistema ofensivo estão aparecendo para finalizar. É assim que eu gosto, funciona bem", diz o comandante alviverde.

Mesmo ressaltando que não existe competição no grupo para quem vai ser o artilheiro, Marcelo Oliveira admite que o camisa 9, atualmente Marcel, não pode ficar em branco muitas partidas. "O cen­­troavante é importante, está mais próximo do gol, e pode servir também. Agora, ele não pode ficar muitos jogos sem fazer porque o torcedor cobra", alerta o treinador.

Uma cobrança com a qual o atle­­­­ta de 30 anos já está acostumado. "É normal. Quem joga aqui na frente tem essa responsabilidade de fazer os gols. Eu estou me pre­­pa­­rando cada vez mais para marcar quando tiver as oportunidades", disse Marcel, ontem, após ser o último jogador do Coxa a deixar o treinamento.

Enquanto isso, outros atletas que ainda não tiveram seus nomes gritados pelos narradores esportivos neste ano pleiteiam uma vaga na democracia coxa-branca. Um de­­­­les é o meia Tcheco. "Não sou mui­­to de fazer gol", admite o jogador, que será mantido pelo segundo jogo seguido no lugar de Júnior Urso. "Mas, de qualquer maneira, se eu tiver uma chance vou caprichar, porque está todo mundo fa­­zendo. Vamos ver se a gente sai na tela", brinca.

Do lado oposto aos artilheiros, outro que sofre gozação dos amigos por nunca ter ba­­lançado a rede como profissional é o lateral-es­­querdo Lu­­cas Mendes. Mas ele não de­­siste. "O Willian sempre brinca comigo que eu vou fazer 100 jogos e ainda não fiz um gol. Mas o im­­portante é o grupo es­­tar vencendo", argumenta. "Eu estou procurando fazer o meu. Está difícil, mas uma hora eu sei que vai sair", completa.

Ao vivo

Paranavaí x Coritiba, às 21h50, na RPC TV.

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