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Candidatura de Ricardo Gomyde foi indeferida e oposição aguarda  decisão da justiça para voltar à eleição. | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
Candidatura de Ricardo Gomyde foi indeferida e oposição aguarda decisão da justiça para voltar à eleição.| Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Desde que o Conselho Eleitoral da Federação Paranaense de Futebol (FPF) indeferiu a candidatura de Ricardo Gomyde para a presidência da entidade, sua chapa corre contra o tempo. A petição enviada à Justiça no mesmo dia em que a chapa de oposição foi impedida de concorrer, terça-feira (17), ainda não havia recebido resposta até esta quinta (19).

O principal argumento da petição assinada por Juliano Tetto, um dos vice-presidentes de Gomyde, é de que o indeferimento se baseou no regulamento eleitoral elaborado pelo Conselho, que contradiria o estatuto da Federação.

Outra queixa da petição é a negativa da FPF em fornecer a lista dos filiados com direito a voto, o que teria deixado a oposição “completamente desnorteada.”

A oposição também reclamou que o grupo do atual presidente, Hélio Cury, teria começado a recolher assinaturas para validar a chapa antes do início do período eleitoral, quando os filiados ainda não acreditavam que haveria oposição. O artigo nono do regulamento eleitoral diz que eventuais revogações devem ser comunicadas ao candidato que perderá o apoio antes de fechar com o novo candidato. “Esta manobra foi feita para impossibilitar a inscrição da chapa”, afirma a petição.

No mesmo documento, a oposição reclama que a chapa de Cury usou revogações fora do regulamento eleitoral, mas impediu que a oposição fizesse o mesmo.

Uma das alegações usadas pelo Conselho Eleitoral para indeferir algumas subscrições foi o descumprimento do inciso quinto do artigo 10, ou seja, membros da chapa de Gomyde entregaram comprovantes de residência com data de emissão superior a 60 dias. “A exigência de apresentação de comprovante foi criada pelo Conselho, pois sequer consta do Estatuto da FPF a obrigação de que os candidatos residam no Paraná”, afirma a petição, que ainda chama a exigência de ‘preciosismo’.

A petição pede ao final que a chapa de oposição seja aceita sob a pena de multa diária de R$ 2 milhões. Se não der certo, a chapa de oposição diz ter guardada mais uma carta na manga. Mas essa ainda é “segredo”, segundo Tetto.

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