Deivid segue como principal referência do setor | Felipe Rosa/ Gazeta do Povo
Deivid segue como principal referência do setor| Foto: Felipe Rosa/ Gazeta do Povo

O foco da primeira leva de contratações do Coritiba para 2014 foi o ataque, setor em que o clube mais teve problemas na temporada passada. Quinta pior artilharia do Brasileiro, com apenas 42 gols, o Alviverde trouxe por empréstimo Zé Love, que estava encostado no futebol italiano há quase dois anos, e Roni, que pertence ao São Paulo, mas estava no Goiás – mesmo já treinando com o grupo na pré-temporada em Foz do Iguaçu, o jogador ainda não assinou contrato.

Os reforços disputarão posição com Deivid, Geraldo e Julio César, além de Keirrison, que vai jogar a primeira fase do Paranaense com a equipe sub-23, antes de ser reintegrado ao grupo principal do Coxa.

Principal jogador alviverde de frente, Deivid diz que o clube está tentando corrigir a falta de reposição do ano passado. Uma lesão no joelho o deixou mais de dois meses fora do time no Brasileirão. Desfalque que o clube não conseguiu repor por falta de opção e também por contusão de outros atacantes.

Com Deivid, o aproveitamento do Coritiba foi de 64% nas primeiras rodadas do Nacional, quando o time rondou as primeiras colocações. Nos 19 jogos em que o jogador não pôde atuar, o time despencou na tabela e alcançou apenas 30% dos pontos disputados.

"Já estou com certa idade e não vou poder atuar em todos os jogos. Então o time tem que ter peça de reposição, o que foi um problema para nós ano passado", avalia o centroavante de 34 anos.Sobre a sua posição especificamente, de homem de referência, Deivid admite que o Coxa ainda não conta com um jogador com a mesma característica. Mas confia que os companheiros possam cumprir a função se for necessário. "O Zé Love e o Júlio Cesar sabem fazer isso. Então a probabilidade de o ataque render mais é maior", confia.

Já o angolano Geraldo terá concorrentes diretos na área em que atua no campo. Único atacante de velocidade até o ano passado, agora ele terá pela frente a disputa por um lugar no time com Zé Love e, principalmente, Roni, que o africano conhece bem. "Conheço o Roni desde 2009, quando joguei com ele no Rio Branco (SP). Ele é um amigo, mas vai buscar o lugar dele no time", aponta o africano.

Mesmo com tanto tempo sem jogar e diante da pressão para que o ataque alviverde volte a ser operante, Zé Love afirma estar preparado. O jogador lembra o período de Santos, o ápice da carreira, quando era pressionado o tempo todo. "Quando cheguei o André [Mazzuco, superintendente do clube] me perguntou se eu ainda era o Zé do Santos e eu disse que sim. Ninguém desaprende a jogar. Quando estava no Santos tinha muita pressão por jogar com o Neymar.", afirma o atacante.

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