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Brasileiro

Coritiba convive com inchaço no elenco

Clube tira do papel sua versão B para dar vazão, com negociações ou aproveitamento interno, aos 74 jogadores registrados na CBF

Anderson Aquino: baixo aproveitamento no Coritiba | Antônio More / Gazeta do Povo
Anderson Aquino: baixo aproveitamento no Coritiba (Foto: Antônio More / Gazeta do Povo)

O torcedor do Coritiba passou o 1.º de maio dividido entre comemorar a vaga na Copa do Brasil, garantida na véspera, e pensar como segurar o São Paulo, dois dias depois, pelo Brasileiro. Nem se deu conta de que, exatamente naquela quinta-feira, o time jogava um amistoso em Siqueira Campos, Norte do Paraná. Em campo, uma mescla de promessas que ainda não vingaram (Djair, Rafhael Lucas e Thiago Primão) e reforços recentes (Diogo Sodré, Calyson e Jonatha Fumaça). O retrato do time B formado neste ano, pelo Coxa, para administrar seu numeroso elenco.

INFOGRÁFICO: Veja quais jogadores fazem parte do inchado elenco alviverde

A Gazeta do Povo cruzou dados do site oficial alviverde e do BID da CBF para levantar o número de jogadores vinculados ao clube. São, ao todo, 74. Descontando 16 emprestados a outras equipes e o atacante Deivid (em litígio, mas ainda registrado), restam 57 atletas à disposição de Celso Roth.

A chegada do treinador iniciou uma separação que o clube havia esboçado no início da temporada. O grupo principal permanecerá com até 35 jogadores. O excedente ganhou rotina própria, com comissão técnica dedicada e uma agenda de partidas com poucas competições – as cinco rodadas iniciais do Paranaense – e um número de amistosos suficiente para manter todos com ritmo de jogo. Uma versão alviverde do Sub-23 do Atlético, embora qualquer comparação com a política do rival seja vista com reservas. "A situação do Atlético é mais de business", diz o vice de futebol do Coritiba, Paulo Thomaz de Aquino.

O "business" também permeia a experiência coxa. O time B é uma incubadora de reforços que o clube considera bons o bastante para serem contratados, mas ainda não no ponto para defender o Coritiba em uma grande competição. Uma maneira de reduzir o índice de erro. Também é uma vitrine para atletas da casa que não explodiram chamarem a atenção de outras equipes. "O objetivo principal é conseguir um empréstimo para esses jogadores. Os amistosos dão uma condição de observação maior. Ao mesmo tempo, eles podem ser chamados pelo Celso. Qualquer eventualidade, vamos pescar no nosso aquário", afirma o dirigente.

A parada de 41 dias para a Copa é fundamental para desinchar o elenco. Será o momento em que os times das Séries A e B irão ao mercado para corrigir deficiências. Também o período para os clubes acertarem seus elencos para abrir as Séries C e D.

Se fizer bons negócios no meio do ano, o Coritiba estará próximo de atingir outro objetivo da criação do grupo B: reduzir o custo do futebol. Segundo o balanço patrimonial divulgado na semana passada, os gastos com folha salarial, benefícios e encargos subiram de R$ 41,3 milhões para R$ 48,9 milhões entre 2012 e 2013.

"Não estipulamos um porcentual, mas se aproveitarmos bem esse grupo alternativo, fecharemos o ano em uma situação próxima ao ideal: com um elenco menor e reforços que chegarão a custo zero, prontos para jogar", projeta Aquino.

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